sempre imaginei como seria estar apaixonado e principalmente, ser correspondido. sempre imaginei como seria alguém segurar-nos a mão, oferecer-nos o casaco, roubar-nos beijos assim do nada...
o hábito muitas vezes torna-nos passivos em relação ás coisas, mas outras vezes torna-nos confiantes e dá-nos a certeza que temos um porto seguro do outro lado, algo a que nos agarrar.
nunca entendi a ideia do "aperto no peito", a "dor na garganta", "o sufoco", mas agora entendo cada letra de cada palavra. a ideia de te perder é-me completamente inconcebível, apesar de tantas vezes me apetecer mandar-te dar uma volta e seguir a minha vida sem o teu olhar a seguir o meu. muitas vezes irritas-me e quase que me fazes deitar tudo aos ares.
mas por outro lado, contigo aprendo tanta coisa a cada dia que passa. a deixar de parte o meu egoísmo, a ser mais compreensiva e a por-me na posição das outras pessoas. acho que contigo cresci. cresci em mentalidade.
aprendi a aceitar os teus defeitos e a torná-los em coisas suportáveis, coisa que a maior parte da minha (pequenina) vida não consegui. "ai tens defeitos? então vai dar uma volta, que eu não estou para te aturar"
gosto de ti, de uma maneira estúpida, acho. tão descabida e quase tão infantil que até me dá arrepios. eu, maria francisca, atinada e com palas ao lado dos olhos, com objectivos e que não perde de vista aquilo que quer, contigo sou completamente uma criança. uma criança deslumbrada com um brinquedo novo, que vai fazer birra se o brinquedo se estraga.
sabes que faço tanto por ti e que ponho de parte tanta coisa para estar contigo. abdico de muita coisa, e nunca te vou cobrar por isso, porque apenas o faço porque quero. mas não vou deixar de ser eu, não vou apenas fazer aquilo que tu gostas. não me vou deixar moldar pelos teus conceitos do que uma pessoa deve ser. tu não és perfeito, ninguém o é. por isso não exijas isso de mim porque te irei desiludir.