sinto-me diferente.
este ano que passou foi aquele em que cresci mais enquanto pessoa.
no ínicio do ano era mais fechada, e em parte ainda sou, mas consigo mostrar mais facilmente aquilo que sinto. não é preciso ter vergonha de dizer que estamos felizes, de dizer ás pessoas que gostamos que realmente necessitamos delas para nos sentirmos mais preenchidos. de termos os braços mais abertos á vida e ao carinho que as pessoas nos tentam dar todos os dias, mas por motivos aleatórios, fechamo-nos tantas vezes no nosso próprio mundo, com uma carapaça quase intrespassável.
sermos felizes com aqueles que amamos não deve ser motivo de vergonha. não devemos ter medo de viver e de nos entregarmos com todo o nosso coração nas causas em que acreditamos e defender aquilo que deve ser defendido.
este ano que passou ensinou-me a ser mais compreensiva e a conseguir exprimir melhor os meus sentimentos sem medos nem preconceitos. transformei-me, não só interiormente como exteriormente e sinto-me muito mais livre assim.
não peço 2012 melhor, apenas igual*
30.12.11
27.12.11
24.12.11
23.12.11
o que eu espero sinceramente é que desta vez nao faças porcaria. nao te vás embora porque eu prometi a mim mesma que se bateres a porta outra vez, será a última. acredita. faço as malas á pressa e abandono a nossa casa. o meu coração pode partir-se, o vento e o turbilhão de sentimentos podem-se apoderar de mim, os meus pés podem congelar com o frio dos teus gestos, mas eu não vou parar. pode-me custar o mundo e mais alguma coisa, mas eu dessa vez não vou conseguir olhar para trás, á espera de um simples e singelo sinal.
eu gosto de ti, e acho que pela primeira vez não tenho medo em admiti-lo. e acho que pela primeira vez não vou bater com a cabeça na parede. não estragues tudo o que eu construi ao longo deste tempo. a (pouca) confiança e auto-estima que tenho dentro de mim são para mim, mais valias neste momento para poder olhar o futuro com uns olhos mais promissores.
estou com o coração aberto, pronto para seguir o meu caminho contigo ao meu lado. eu gosto mesmo de ti, mas ainda é tão cedo para pode-lo admití-lo a quem quer que seja.
não me desiludas, está bem?
eu gosto de ti, e acho que pela primeira vez não tenho medo em admiti-lo. e acho que pela primeira vez não vou bater com a cabeça na parede. não estragues tudo o que eu construi ao longo deste tempo. a (pouca) confiança e auto-estima que tenho dentro de mim são para mim, mais valias neste momento para poder olhar o futuro com uns olhos mais promissores.
estou com o coração aberto, pronto para seguir o meu caminho contigo ao meu lado. eu gosto mesmo de ti, mas ainda é tão cedo para pode-lo admití-lo a quem quer que seja.
não me desiludas, está bem?
18.12.11
14.12.11
e voltaste, outra vez. mas desta vez com palavras sólidas e firmes, ou então apenas palavras para me darem a volta. já não tenho forças, nem as quero ter, para te empurrar e te fechar a porta na cara. já não tenho disposição para te tentar esquecer e sentir aquele aperto no peito. já não tenho vontade de ser forte e sair por cima, para mostrar a minha superioridade e a minha dignidade. sinceramente? só te quero a ti. por isso basta de jogos, basta de troca línguas, porque a partir de agora, tudo o que eu sentir, dizer-te-ei. sem pontos finais, nem vírgulas, nem complicações. só quero acessibilidade e facilidade para estar contigo e para te deixar permanecer na minha vida.
2.12.11
pressão... testes... mais pressão.. já não tenho um sono descansado há tanto tempo. já não sinto prazer a fazer nada. tudo o que faço é mecânico, é sistemático e ritmado. gostava de poder berrar, saltar, gritar, dançar, sair, viver. mas não. a solidão anda a tomar conta de mim. só me sinto segura no meu canto, com as minhas coisas, com os meus livros á frente e a respirar para a escola. a minha vida tornou-se uma rotina, uma pressão constante, por coisas minímas choro, expludo, só me apetece enfiar num buraco e só aparecer daqui a dois anos. é isso.
só sei que a minha pior inimiga é a minha confiança. destrói-me e rebaixa-me todos os dias e ninguém vê. não culpo essas pessoas, todas temos os nossos problemas e todas tentamos lidar como eles da melhor maneira. eu tento lidar com eles sozinha e assim vai ficar.
só estou á espera que isto passe...
só sei que a minha pior inimiga é a minha confiança. destrói-me e rebaixa-me todos os dias e ninguém vê. não culpo essas pessoas, todas temos os nossos problemas e todas tentamos lidar como eles da melhor maneira. eu tento lidar com eles sozinha e assim vai ficar.
só estou á espera que isto passe...
o problema é que eu sei que vais voltar. quando tudo estiver calmo, quando finalmente eu começar a dar passos em frente, tu vais voltar, entrar de rompante pela porta e vais fazer tudo outra vez, como tu só sabes e eu depois só vou querer o teu conforto e as tuas palavras.
não sei o que isto é, não sei o que sinto, quanto mais aquilo que tu sentes. isto anda tudo morno, ora aquece, ora arrefece. eu preferia que ficasse frio, mas tu nunca consegues acabar as coisas. eu já tentei eliminar o mal pela raiz, arranjei essa confiança vinda de não sei de onde e simplesmente me fui embora. mas tu não deixaste, agarraste-me pela metade, só com uma mão, apenas com palavras soltas e aí eu já não arranjei coragem para ir embora de vez. tu abusas e desabusas quando queres. sei que não fazes por mal, é o que sentes, és de luas e não te culpo, porque tudo aquilo que sinto é culpa minha e do meu coração, que parece rijo como uma pedra, mas é tão mole no final.. sei que os dramas, as lágrimas, o que sinto cá dentro no peito é tudo fruto da minha cabeça. sei que exagero em alguns momentos, mas eu não sei o que pensar. eu não sei para onde me heide virar. uns dias convenço-me que é melhor estar sozinha, noutros digo que a solidão é a pior coisa que pode acontecer.
não voltes já...
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