30.11.10

Day Five- Favourite Food

(muito, mas mesmo muito complicado esta questão...)


bacalhau com natas (especialmente do da mãe da ana)



bolo brigadeiro (do moinho velho)

29.11.10

Day Four- Favourite Book

todos os da torey hayden


28.11.10

complicado..

Colocar a negrito os verdadeiros:




Sinto falta de alguém agora

Amo dormir.

Já vi um filme porno.

Acredito que a honestidade é a melhor política.

Mudei muito mentalmente desde o ano passado.

Sou muito, muito inteligente.

Nunca parti um osso do corpo.

Tenho um segredo que tenho vergonha de revelar.

Amo a chuva.

Sou paranóica.

Preciso de dinheiro agora.

Queria ter um irmão.

Menti a um bom amigo nos últimos seis meses.

Normalmente sou pessimista.

Tenho oscilações de humor.

Acho que a prostituição deve ser legalizada.

Sou bipolar.

Tenho um talento escondido.

Gosto de falar ao telefone.

Praticamente vivo de camisas e calças de ganga.

Tenho um telemóvel.

Actualmente tenho um fraquinho por alguém.

Não tenho nenhuma ideia do que quero fazer o resto da minha vida.

Não quero ter filhos no futuro.

Sou muito tímida perto do sexo oposto.

Amo os meus melhores amigos.

Vejo canal Panda e gosto.

Tive uma queda por alguém que nunca conheci.

Beijei alguém que sabia que não devia.

Não toco um instrumento musical.

Caio mais rapidamente em “desejo” do que “amor”.

Sou uma pessoa totalmente diferente em torno de pessoas diferentes.

Não importa onde estou ou com quem estou, pareço sempre uma solitária.

O meu coração reside abaixo dos meus pés.

Uma vez roubei um chocolate no supermercado.

Não tenho a capacidade de tomar decisões sem mudar a minha forma de pensar.

Sou mais analítica sobre as pessoas que conheço.

Acredito na perda de tempo.

O meu feriado favorito não é o Natal.

Não sei o que faria sem os meus amigos.

Estou com fome.

Menti sobre um dos itens desta lista.

Tenho um problema em expressar as coisas.

Sou a pessoa mais necessitada que conheço à face do planeta.

Só vejo televisão quando está alguém no computador.

Sou um pouco louca.

Gosto do cheiro de Tic-Tac’s laranja.

Apaixono-me com muita facilidade.

Adoro cheirar cola.

Sou muito egoísta.

Sou tão emo, às vezes.

Acho que a raça humana está mal e deve ser demolida.

Já copiei num teste.

Estou farta de drama.

Preciso de um emprego digno.

Já fingi que estava a estudar.

Não sou burra, sou um depósito de informações inúteis.

Já fiz um teste sem estudar.


Já me quis matar.

Já tive vontade de mandar todos p’ra puta que os pariu.

Amo ficar apaixonada, mesmo que não seja correspondida. É uma sensação tão boa.

Tenho nojo de baratas.


Já pensei em fugir de casa.

Os meus conselhos são os piores possíveis.

Já fingi estar doente para não ir às aulas.


Tenho medo de ficar sozinha no escuro.

Day Three - Favourite Musician

beyonce


p.s - não tenho nenhuma banda preferida, ouço música de vários cantores/cantoras/bandas, mas sem dúvida que a beyonce me fascina como cantora e como pessoa.

27.11.10

Day Two- Favourite Movie

The notebook




todos os do harry potter

26.11.10

dia M


acho que hoje é o dia. primeiro, quero que abras bem o teu coração para tudo o que te tenho a dizer.
tenho um carinho imenso por ti. estimo-te. tenho imenso medo de te perder. nunca me negaste uma mão, nunca me deixaste cair. nunca me rebaixaste, nem nunca passaste por cima de mim. conheço-te desde os 5 anos, quando nem sequer tinhamos problemas e quando tu tinhas cabelo com franja. nunca imaginei que agora, passado 10 anos continuassemos a pertençer á vida uma da outra tão activamente.
nas noites frias e solitárias penso muito e há coisas que não confesso a ninguem. uma delas é que não imagino a minha vida sem ti. és uma presença activa e tão aconchegante que me lava o coração quando ele não teima em se acalmar. reconfortas-me com essas tuas palavras doces e meigas e fazes-me ver o outro lado da questão. agradeço-te por tudo o que tu me deste, por tudo o que tu me dás, por tudo o que me mostras. podem dizer o que quizerem, mas eu sei que eras incapaz de me deixar para trás, assim, caída no chão. a verdade é que já pus as mãos no fogo por muita gente que me desiludiu, mas contigo sei que nunca me vou queimar. sei que posso contar sempre contigo.
desculpa o meu mau-humor, as minhas estupidezes puras, a forma quase ingrata como te trato ás vezes, mas não é por mal. eu sempre fui assim. eu sei que já nem ligas muito ao que eu faço porque me conheces, porque sabes como realmente sou, porque sabes que te amo mesmo e que apesar de tudo terás sempre um lugar no meu coração.
ás vezes invejo essa tua aceitação com tudo o que te chateia, esse teu lema de vida tão pacífico, essa tua maneira de não guardares rancor a ninguém. eu tambem gostava de ter um sorriso para a vida e não as costas voltadas, mas ás vezes torna-se impossível. mas há outras vezes que és tu que me mostras o caminho a seguir e que me dizes nas entrelinhas das tuas frases que eu preciso de ter calma e que a vida tem muito mais gozo se for levada com muita paz interior.
mais uma vez, obrigada por tudo. obrigada por nunca me teres negado a mão e obrigada por seres tão boa amiga.

amo-te!


p.s- "beijoquitas"

"Prefiro conjugar os verbos estar, partilhar e viver, sem pensar no que isso implica. Viver um dia atrás do outro, de vez em quando pensar no futuro, de vez em quando ter saudades do passado, mas não perder o fio dos dias, a paz construída que me dá serenidade e segurança. Não vale isso muito mais do que andar aos tiros para o ar, numa de tentativa e erro, a cansar o corpo e coração, em guerras de amor?"

Day One - Favourite Actor

kaya scodelario (effy em skins)




 daniel radcliffe (harry potter)




mais um

Day One- Favourite Actor

Day Two- Favourite Movie
Day Three- Favourite Musician
Day Four- Favourite Book
Day Five- Favourite Food
Day Six- Favourite Song
Day Seven- Favourite TV Show
Day Eight- Pictures Of Your Room
Day Nine- Favourite Flower
Day Ten- Favourite Outfit
Day Eleven- Recent Picture Of Yourself
Day Twelve- Where Your Family Is From
Day Thirteen- Favourite Memory
Day Fourteen- Favourite Purchase Ever Made
Day Fifteen- Current Grades
Day Sixteen- Future Tattoos
Day Seventeen- A Childhood Picture
Day Eighteen- Favourite Board Game
Day Nineteen- Something That Made You Smile Today
Day Twenty- A 10+ Year Old Picture
Day Twenty-One: Favourite Movie Quote
Day Twenty-Two: Picture Of You On This Day
Day Twenty-Three: Favourite Music Video
Day Twenty-Four: Something Embarassing In Your Room
Day Twenty-Five: One Of Your Most Prized Possessions
Day Twenty-Six: A Picture From One Of The Greatest Days Of Your Life
Day Twenty-Seven: A Picture Of Where You’re From
Day Twenty-Eight: A Drawing
Day Twenty-Nine: Somewhere You Want To Visit
Day Thirty- Whoever You Find Most Attractive In This World

25.11.10


"O que eu quero mesmo é que sejas feliz. Não sei se sabes, talvez não tenhas tido tempo para perceber que para mim sempre foi e será isso o mais importante, mesmo que a vida te leve para outros caminhos e que sem sequer voltes a cruzar-te comigo."

23.11.10

tanto ódio faz-me mal


devias partir uma perna, tropeçar e bater com a cara no chão, pisar um cocó de cão. devias sair do carro e começar a chover torrencialmente, sair á rua e toda a gente te olhar de lado, teres um papel na testa a dizer "otário" e nem sequer reparares. mereçias que nenhuma gaja te conseguisse pôr a vista em cima, que te corresse mal todos os trabalhos que tu fizesses, que ninguem se risse das tuas piadas que não têm piada nenhuma. merecias chegar com uma fome imensa a casa e não teres os cereais/bolachas que te apetece, não teres uma mensagem no telemovel durante dias. e devias conseguir tirar esse teu sorriso de paneleiro da cara para o próprio bem da minha sanidade mental.

19.11.10

18.11.10


facto: já não consigo viver sem o blog.
tornaste-te parte da minha vida, onde consigo ser eu própria, onde eu consigo escrever sem ter ninguem por trás a controlar. não imagino a minha vida sem este pequeno grande espaço onde consigo expor os meus sentimentos e emoções verdadeiras, sem precisar de as pensar antes. posso dizer tudo o que quero, criticar quem me apeteça e mesmo assim sentir-me bem comigo mesma.
mil e um obrigadas a ti e tambem ás pessoas que me seguem. podem não ser muitas, mas obrigada na mesma.

hoje só queria sublinhar isto.

existe sempre um bocado de verdade por trás do "estou a brincar!"
existe sempre um bocado de sabedoria por trás do "eu não sei"
existe sempre um bocado de emoção por trás do "não quero saber"
e existe sempre um bocado de dor por trás do "está tudo bem"

- autor desconheçido
julho/agosto

13.11.10


"Não há nada melhor do que estar apaixonado. Nem pior. Primeiro estranha-se, depois, entranha-se. A paixão dá para tudo. (...)Estar apaixonado é um estado de graça e de desgraça. Tira o sono e dá speed. Rouba a fome e mata a sede. Perde-se a noção do tempo, espaço, até do ridículo. Ganha-se força, vontade, desejo e anos de vida. Estar apaixonado é investir uma fortuna que demorou anos a amealhar num negócio de alto risco. E ainda por cima fazê-lo conscientemente. Porque a paixão é melhor do que qualquer bebida, droga ou paraíso terrestre. Uma pessoa apaixonada vai onde quer porque passa de repente a desconhecer os seus limites. Vê-se sem perceber bem como a fazer coisas impensáveis."
.
"... e desde então sou porque tu és..."

e é só

era mesmo disto que eu precisava.



quando não há mais nada para fazer, dá nisto.

12.11.10

de tudo o que podia acontecer, isto era a última coisa que podia ter acontecido

dá-me um beijo e vamos calar o mundo

11.11.10

what is love?



 "Love is a shit."
 - Francisca, age 15

"She has the spirit of the sun, the moods of the moon, the will of the wind"

10.11.10

just be me


e agora sim eu posso dizer que finalmente tudo está a começar a dar certo. aos poucos e poucos rotina dá lugar a novos hábitos. finalmente conheçi outras pessoas, diferentes das que estava habituada e agora sim, posso dizer que tudo está muito diferente. sabe bem fazer novas amizades.
já não tenho de medir as palavras, já não tenho de me preocupar com os silêncios prolongados e duradouros e já posso ser eu. com os meus complexos, com as minhas manias e com todos os meus defeitos, mas posso ser eu.

9.11.10

7.11.10


"When I see your face
There's not a thing that I would change
Cause you're amazing
Just the way you are
And when you smile,
The whole world stops and stares for awhile"

6.11.10

desabafo


saí da sala sozinha, percorri aquele corredor enorme com toda a gente a atropelar-se e tentei escapar o mais depressa possível. não esperei por ninguém, simplesmente fiz o meu caminho. cá fora, continuei a andar para a porta de saída e por uns breves momentos parei. claro que ninguém deu pela minha presença e nem sequer estranhou. desviei o caminho e comecei a caminhar na direcção oposta. comecei a dar passos cada vez mais espaçados e lentos como que uma dor se estivesse a apoderar de mim e de toda a minha alma. caminhei por uns minutos que pareceram horas, e lá ao fundo avistei um pequeno recanto, atrás do bloco principal. então aí comecei a andar mais depressa com medo que alguém tivesse a mesma ideia que eu. quando cheguei, atirei a mochila para o chão sem me importar onde ela ía parar, sentei-me no chão num gesto monótono e deixei-me ficar. perdi a noção do tempo. via as pessoas a dirigirem-se para a porta de saída e a irem para as suas casas perfeitas e para as suas vidas interessantes e cativantes e olhava para mim - sentada no chão, sozinha, na esperança que alguém me viesse resgatar daquela sofucante melancolia. ninguém chegava e então os segundos passaram a minutos.
ali, sozinha, comecei a pensar que a minha vida era completamente uma merda pegada. nunca tinha tido ninguém que gostasse de mim, nunca tinha tido um objectivo cativante que me fizesse andar para a frente. sentia-me cada vez mais só a cada dia que passava e perguntei-me muitas vezes o porquê das pessoas se irem embora sem sequer olharem para trás. faz-me tanta confusão as pessoas irem-se embora e nunca se importarem com o que deixam para trás, quem magoam, os castelos que derrubam, os sonhos que destróiem. lágrimas começaram a escorrer-me pela cara cansada e nem sequer tive tempo para as conter. guardei-as tanto tempo, a pensar que essas pessoas nunca valeriam a pena, mas naquele momento estava-me completamente a borrifar para isso tudo. precisava de ter a certeza que ainda conseguia sentir alguma coisa e que não andava no mundo como uma morta-viva.
de repente saí uma pessoa da porta do fundo a poucos metros de mim. nesse momento rezei com tudo o que tinha para me conseguir camuflar ou para me transformar numa parede, mas não deu resultado, porque quanto mais queremos que as coisas acontecem, mais elas acontecem de uma maneira completamente diferente. essa pessoa olhou para mim e desviou o olhar, mas depois olhou outra vez e começou a encaminhar-se na minha direcção. podia muito bem ter corrido e desaparecido, mas nem isso conseguia. estava num estado lastimável, completamente esgotada da pressão toda que andava á minha volta.
- está tudo bem? - pergunta ele com a mão esticada para me ajudar a levantar. estas perguntas são sempre tão escusadas. uma pessoa toda borratada, com as lágrimas a inundarem a cara toda e com os olhos vermelhos só pode estar bem.
- está. - respondi eu a levantar-me sem precisar da ajuda da mão dele. claro que o orgulho fala sempre mais alto.
- não parece.
silêncio.
mais silêncio. ele olhava para mim e eu desviava o olhar.
- bem, estou a gostar muito desta conversa, mas vou andando. - disse eu num modo sarcástico.
- não vais nada. não sejas assim e explica-me lá o que tens. ás vezes falar com uma pessoa que não conhecemos, ajuda. - diz ele a arregalar os olhos para mim e a esboçar um pequeno e subtil sorriso.
deixo-me cair no chão outra vez e recomeço a chorar.
ele puxa-me para cima e dá-me um abraço. um grande e sentido abraço. há tanto tempo que eu não sentia aquilo. uma nova energia espalhou-se freneticamente pelo o meu corpo. ficamos assim um bom bocado, até que as lágrimas começaram a parar e a secar, o nariz voltou á cor normal e os olhos desincharam. despegamos-nos um do outro e eu olhei para ele em tom de 'obrigada'.
- de nada. sempre ás ordens. - diz ele como que a ler-me os pensamentos.
- bem, desculpa isto tudo. - decidi desmontar a capa protectora que utilizava todos os dias e pus as cartas todas na mesa - já é tarde, é melhor voltar para casa.
- prometes-me que ficas bem? não penses nas coisas tristes, elas não servem para nada porque o que já passou, já passou e tu nada podes fazer para mudares isso. por isso, concentra-te no futuro e tenta esboçar um sorriso. - deu um sorriso cómico e exagerado e eu tive de esboçar um sorrio também.
- sim, eu sei. peço desculpa outra vez por estas coisas. sabes? coisas de gajas. olha, já agora diz-me o teu nome. - pedi eu.
- não precisas de saber. - diz ele.
olhei para ele de alto a baixo e perguntei-me a mim mesma o que é que ele tinha na manga. coitado, pensa que é engraçado.
- como queiras. - fiz cara de enjoada e comecei a andar para a porta de saída.
- espera, eu vou contigo.
- não te pedi nada.
- eu sei, mas eu vou na mesma.
- faz o que quiseres.
começamos a andar e ele acompanhou-me em silêncio até á paragem de autocarro.
- bem, estás entregue. vemos-nos amanhã.
- ou não. - respondi eu em tom de sussurro.
- eu espero bem que sim. até amanhã. - de repente só sinto os lábios dele na minha face. um pequeno e carinhoso beijo e de seguida vai-se embora. ainda bem que ele não foi a tempo de ver o tomate em que me tinha transformado. a viagem até casa decorreu nas calmas, sem grandes correrias. cheguei a casa, fui tomar banho, jantei com o meu pai e fui para a cama. nem sequer dei uma olhadela na televisão nem no pc. estava tão cansada que quase nem conseguia abrir os olhos. enfiei-me debaixo dos cobertores e adormeci poucos segundos depois. só sei que adormeci a pensar nele. naquela arrogância de menino mimado que mexeu comigo. naquele beijo na face e naquele abraço.
o despertador tocou, desliguei-o sem abrir os olhos. saltei da cama, vesti-me, penteei-me, pus perfume, atirei a mochila para as costas, desci as escadas, comi uma taça de cereais, gritei á minha mãe para se despachar e fui para a escola. a rotina normal. cheguei á escola já atrasada, como de costume, e encaminhei-me para a sala. quando estou a subir as escadas ele aparece-me á frente.
- bom dia. - diz ele com um sorriso.
- bom dia. já estou atrasada, deixa-me passar. - disse eu a tentar desviar-me dele.
- espera. estou aqui há tua espera há meia hora por isso agora espera um bocadinho. como estás hoje? - diz ele com um olhar preocupado e carinhoso.
- eu estou bem. escusavas de te ter preocupado. ontem foi só um desabafo ok? vá, por favor falamos depois, estou atrasada. - disse eu rapidamente.
- vou anotar essa. vai lá. boa aula.
- boa aula para ti tambem. - saiu de ao pé dele e caminho rapidamente para a sala.
entro na sala, sento-me ao lado da joana e a aula decorre normalmente. toca para o intervalo grande. saio da sala com a margarida, a joana e a ana e vamos até ao bar. no meio do caminho aparece-me outra vez ele. "oh não!" pensei eu. que explicação tenho para elas?
- olá outra vez.
claro que elas olham para mim com cara de ponto de interrogação.
- olá.
- bem nós vamos indo para o bar. - diz a ana. saem de ao pé de nós num ápice e lá ao fundo a margarida vira-se para trás e faz um gesto com a boca qualquer que eu não percebi.
- o que tu queres agora? - perguntei eu. estava cheia de calores a minha barriga parecia um vendaval.
- eu nada. só queria estar um bocado contigo. é pedir muito? - diz ele a olhar para mim com cara de cachorrinho abandonado.
- não, não é. só que não podes aparecer sempre assim quando te apetece. assustas-me. - disse eu com os olhos arregalados.
- oh sim, tu quase morres de susto. - diz ele a brincar.
dou-lhe um sorriso de inocência. começamos a andar e ele vira-se para mim e diz:
- queria-te mostrar um sítio. á tarde podes ir um pouco mais tarde para casa?
- que sítio?
- és sempre assim tão curiosa? - pergunta ele.
- não me respondas com outra pergunta. mas sou, sempre. que sítio?
- logo vês.
- fogo, nunca me contas nada.
- há que manter o suspense. - diz ele com um sorriso.
- eu digo-te o suspense, digo digo.
o intervalo decorreu normalmente. estivemos a andar pela a escola, a comentar tudo e nada. a rirmo-nos por coisas que não tinham piada nenhuma e eu cada vez estava a achar-lhe mais piada.
depois desse intrevalo não o vi mais durante o dia todo. posso confessar que fiquei um pouco triste porque já me estava a habituar a ele estar á minha espera e á minha procura durante todo o tempo. saí da escola na expectativa de o encontrar logo para ele me levar ao sítio que ele conhecia. como agora os valores antigos estão fora de moda, tive de ficar á espera dele durante uns 10 minutos. quando chegou pediu-me muitas desculpas, mas a stra deu um sermão á turma por coisas sem importância. até tinham importância para mim, porque cada vez mais os assuntos dele, eram os meus assuntos. caminhámos durante pouco tempo, ou melhor, secalhar o tempo é que passou demasiado rápido para não o sentir. paramos á frente dum muro antigo, cheio de ervas a crescerem por todos os lados.
- é isto? - perguntei eu, um pouco desiludida.
- não. - disse ele. - segue-me.
andamos em paralelo ao muro e quando paramos reparei num buraco por entre aquelas ervas todas. claro que ele nunca me iria dizer para passar por aquilo, pensei eu.
- vá, enfia-te aí dentro.
- estas a gozar?
- não! faz o que eu te digo. vais ver que vais ter uma surpresa.
- odeio-te por isto.
- eu sei eu sei.
com cuidado, pus um pé de cada vez e depois passei o corpo. ele segui-me. parei por uns segundos. estavamos num jardim lindo. via-se que ninguem ali ía. as ervas estavam a crescer descontroladamente, as raízes das árvores tinham rebentado a tejoleira, mas aquilo tudo formava um cenário magnífico. perfeito demais para ser verdade.
- ai, isto é tão lindo!
- eu disse que ias gostar. vamo-nos sentar ali. - apontou para o único banco que ali estava.
sentámo-nos e ficamos os dois em silêncio. ele a observar o jardim já tão familiar aos seus olhos e eu a contemplar um mundo completamente diferente do que estava habituada.
- gostas? - perguntou-me ele sem olhar para mim.
- claro. isto aqui é lindo.
- ainda bem que gostas. achei que te ía fazer bem.
- preocupas-te demasiado. - disse eu a observar o vento a roçar nas pequenas folhas que voavam mas acabavam por cair no chão.
- pois preocupo. mas tambem só me preocupo com as pessoas de quem eu gosto. - virou a cara para mim e sorrio.
as minhas bochechas ficaram vermelhas, uma sensação estranha correu todo o meu corpo e eu percebi que ele tinha entendido qual a sensanção que ele me causava. ele riu-se e chegou-se mais perto de mim.
eu simplesmente deixei-me ficar a olhar para ele, sem me afastar, sem me fazer de forte, sem cortar o momento. estava tudo tão perfeito que eu nem sequer podia pedir melhor. a cara dele aproxima-se mais da minha, e estava cada vez mais próximo e é então que começa a fechar os olhos. fecho os meus tambem e só sinto os lábios dele nos meus. sinto também os braços dele que me envolvem num abraço. a lingua dele envolveu-se na minha e por uns momentos eu não queria mais nada. a emoção daquilo tudo fez-me ter calafrios por todo o meu corpo, os meus poros chamavam o nome dele, o meu coração acordou e começou a bater como nunca tinha batido. depois daquele beijo, seguiram-se muitos outros onde nada nem ninguem podia acalmar o desejo que eu sentia dentro de mim. era como um tsunami que eu não conseguia acalmar, que destruia tudo á sua passagem.
quando ele finalmente soltou os seus lábios dos meus disse, com uma voz quase rouca e ofegante:
- já agora, chamo-me pedro.



4.11.10


he's out of my league

2.11.10


é estranho que quando olho para ti já quase vejo uma pessoa estranha. quase.. esse quase é porque o meu coração quando te vê associa-te logo a uma memória vivida e importante, então começa a disparar por todos os lados. mas tirando isso já me és completamente aparte. estás tão diferente e passou pouco tempo desde que seguimos caminhos separados, ou melhor, tu seguiste. quando te vejo já não saltam lágrimas aos olhos, as minhas mãos já não se cerram, o meu corpo já não se contrái. apenas o meu coração dá sinal. um curto e pequeno sinal que me faz notar a tua presença ausente da minha vida.
o ódio, a raiva, esses já se foram. agora ficou a indiferença, que sinceramente acho pior que o ódio e a raiva. ao menos quando sentia isso sabia que eras uma presença constante na minha vida, sabia que ainda muita coisa podia mudar. agora já não sinto isso, já me conformei com a verdade que nos involve, já sei que não adianta andar caída pelos cantos porque já nada pode mudar porque simplesmente já estamos completamente em pontos opostos. estás inantígivel, intocável, estás completamente diferente da pessoa que eu considerava minha amiga, meu braço direito, minha companheira.
já não te condeno, mas sabes, vai restar sempre uma ponta de amargura quando os meus olhos se cravarem nos teus, porque posso bem esqueçer o que tu me fizeste, mas nunca irei esqueçer que foste TU que o fizeste.


1.11.10

sem rumo


vou para a varanda, sento-me no chão molhado e um arrepio estremece em mim. olho para a noite, cerrada, escura, e começo a divagar como tantas e tantas vezes o faço. lembro-me de quando era feliz, de quando olhava a vida com outros olhos. lembro-me dos dias em que nada era programado e em que tudo era sentido e sem complicações. onde anda isso? onde anda a magia das coisas? tudo isso desapareceu.
agora não há vontade para fazer nada, não existe uma força que me puxe para fora da cama para enfrentar o dia com outros olhos. andar pela rua com o coração aberto ou fechado é igual porque já não o utiliza para nada.
estou farta de tentar encontrar motivação nas mais diversas situações do dia-a-dia e não a ver. não consigo mais fingir que estou muito bem, quando na verdade só me apetece hibernar durante três meses. não consigo mais ver as outras pessoas felizes a aproveitarem a vida que têm, enquanto eu ando caída pelos cantos, sem rumo, á espera que alguma coisa mude. eu sei que nada vai mudar se continuar a ver a vida passar á frente dos meus olhos, mas não tenho forças. as minhas pernas já não têm força para ir á luta pelo o que eu quero. limito-me a seguir os outros e pronto, tenho o meu dia feito.
tenho tantas saudades de quando passava o dia a rir por tudo e por nada, de quando aproveitava os momentos com toda a intensidade que eles me proporcionavam.
agora só quero que os ponteiros do relógio andem rápido para me infiltrar no silêncio do meu quarto e para esqueçer que o mundo lá fora está em constante movimento.