30.5.10

sitting, waiting, wishing



eu dei-te tudo. eu dei-te o meu carinho em dias que nem eu própria o sabia que o tinha. dei-te a compreensão de dias imcompreendidos e sobretudo esperei. esperei que tu conseguisses de novo voltar a confiar e esperei que tu te sentisses confortável comigo e que conseguissemos por tudo para trás das costas e começar de novo. apesar de tudo, tenho pena que as coisas acabem assim, sem razão, sem arrependimento, sem lágrimas, sem palavras.
onde estás tu? tenho saudades tuas. eras tu que me conseguias por sempre um sorriso na cara em dias tristes. porque é que cada vez que tento arranjar a coragem e a determinação para ser feliz, alguem ma rouba com uma facilidade incrível? porque é que hoje que o dia está cinzento, tu não apareces, mandas umas piadas para o ar e enches o ar de novo? custa-te muito voltar outra vez? eu sei que por mais que diga que não te quero mais, que quero que sigas o teu caminho sem mim, não é verdade. eu quero-te ao meu lado porque uma vida sem ti, torna-se tão monótona.

estou cansada de ser sempre eu a cair nos cantos e ninguem querer saber.
ESTOU CANSADA, esgotada, sem vontade de lutar contra o que
realmente sinto. só queria que voltasses, outra vez

25.5.10

amizades perdidas



lentamente, foste cravando uma faca directamente para o meu coração. lentamente, tu cravaste-a sem te aperceberes e sem me olhares nos olhos. talvez por te magooar tanto como a mim.
hoje apercebi-me que não dá mais. há certas coisas que por mais que eu queria nunca irei conseguir esqueçer e tu és uma delas. e o mal que me fizeste também.
acho que isto só me faz crescer mais, porque está na altura de controlar os meus impulsos, as minhas emoções e por de parte tudo o que eu quero fazer para dar lugar a algo mais bonito e promissor. se eu seguisse os meus impulsos a esta hora estaria a falar contigo. talvez saisse da conversa com mais dúvidas do que entrei porque tu nunca foste muito exacta. só sei que hoje, mais do que nunca o meu coração está magooado e triste. contigo, só contigo. por me fazeres acreditar em coisas que só existem na minha cabeça, por me criares ilusões para as depois acabares num estalar de dedos. as verdadeiras amizades levam-se anos a construir e apenas poucos segundos a destruir. não sei se o que tivemos, foi realmente uma amizade porque nenhum amigo faz o que tu fizeste. virar as costas? saber que ficamos com o coração a deitar sangue e mesmo assim não querer saber? isso não. e por mais que eu queira saber as respostas, vou ter de me contentar com as perguntas que tenho e vou ter de deixar de fazer suposições e construir ideias para atenuar a realidade.
por mais que eu quizesse voltar a ter-te, eu sei que tu já não vais voltar.
estou mesmo triste por tudo o que me estas a fazer, pela segunda vez. estou realmente zangada comigo por tercaido na mesma armadilha.
sempre pensei que as amizades que tinha durariam toda a vida, mas afinal não é assim. e não, não me vou rebaixar mais para ti. se queres seguir o teu caminho sem mim, que posso eu fazer? prender-te por um fio? as amizades constóiem-se de ambas as partes e eu já percebi que na nossa, só está uma parte interessada por isso vou-te deixar ir. costou muito na primeira vez e na segunda não custa menos mas o tempo cura tudo e nisto não vai ser excepção.
alem disso, tenho pessoas maravilhosas que continuam a brindar-me com o seu carinho e atenção todos os dias, muito mais do que tu alguma vez conseguiste.
por isso, adeus.

23.5.10

apenas sei que sim




"O amor tem o seu próprio mistério, tentar desvendá-lo é um erro, tentar apressá-lo um crime. Se um dia destes te apetecer voltar para os meus braços e construir um sonho comigo, podes bater à porta porque estarei por aqui, mergulhada numa paz tranquila e nova que me ensinaste sem saber. O amor é mesmo assim: damos aos outros o nosso melhor sem sequer o saber. E tudo o que damos nunca se perde, nada se perde, apenas se transforma e se guarda numa caixa que só o futuro conhece e desvenda. "

20.5.10

o que resta?


as palavras para ti acabaram. como é que pudeste fazer isto?
na primeira vez eu tentei reconstruir tudo de novo sem ti e consegui. vivi a minha vida sem te ter ao meu lado. mas depois, tu vieste e eu deixei-te entrar, a pensar que não me irias dar a volta outra vez mas como sempre, estou errada. entraste e pronto, deixaste-te ficar por aqui.
só me pergunto como te consegues olhar ao espelho sabendo que deixaste para trás pessoas caidas, desamparadas, fracas. COMO? como é que não te apercebes que o que tu fazes tem consequências?
só me culpo por te dar tanto valor. mesmo depois de tudo continuo a gostar de ti e por mais que tente, eu não consigo deixar-te para trás porque eu sei que mesmo depois do que me fizeste se me pedires para voltar eu deixo-te e ainda te preparo uma rica festa para comemorar.
estou triste, estou cansada disto tudo. estou cansada de lágrimas que não secam, de amizades que se perdem sabe-se lá porquê. estou cansada de facas cravadas nas costas. o meu coração dói.
por mais que digam que eu devo esqueçer e seguir em frente, eu não consigo! eu queria, mas não dá. são demasiados momentos a passarem á frente dos meus olhos para irem direitos ao meu coração. porque por mais que eu queira dizer que a vida continua, e que se passei por uma então o que é mais uma, são só palavras para enganar o meu coração. eu não sinto assim. eu tenho de fazer o luto por uma amizade que já acabou e que se perdeu entre a monotonia dos dias. alguns podem não compreender, mas só eu é que sei o que me está a custar rebaixar e mostrar a minha dor a toda a gente.
mas por mim, eu vou ter de deixar de olhar para trás á espera de te encontrar por entre os raios de sol. por mim, eu sei que tenho de fazer isso. só não sei é quando.

19.5.10

lágrimas que nunca secam


"It gets harder every day, but I can’t seem to shake the pain"

chegou ao ponto de não dar mais porque as desilusões apanham-se de quem menos esperamos, nao é verdade?
aparências e ilusões, apenas isso.

14.5.10

é difícil resistir


"Prefiro o silêncio e a ausência à tristeza das sombras. Tenho, de uma vez por todas, que assumir que o meu sonho acabou. Amanhã, acordo e começo a mentalizar-me que a minha vida continua sem ele e que vai correr tudo bem. Mas hoje, só quero dormir, esquecer a dor e limpar o coração. Isto não é viver e eu tenho que continuar viva, inventar uma vontade que não tenho e obedecer-lhe cegamente. Talvez nem seja assim tão difícil. Quando se continua vivo depois de morrer, é fácil ser-se obediente."


por vezes penso que é fácil controlar o coração, tudo o que ele sente e tudo o que ele quer dizer.
mas quando ele te vê, salta pela boca e todas as minhas esperanças são em vão.
ficamos dias a planear diversos momentos, a pensar como os vamos fazer e porquê. mas chegada á altura, quando os teus olhos roçam em mim e imagino-te por todo o meu corpo então o que servem uns meros dias? não vale a pena porque estarão desperdiçados.
e por mais que eu queria dizer que, sim senhora, foi desta que te encerrei de mim, a verdade não é essa. quando passas por mim, quando te observo por breves instantes, quando ocupas as minhas noites cheias então eu sei que ainda me pertençes.

conheço-te de cor


por mais que queira dizer que te tenho ódio e raiva, a verdade é que não tenho.
hoje fica uma profunda dor e desilusão por me fazeres isto e uma outra vez sem nunca teres noção de como me magooas.
eu só queria que soubesses que quando olhas para trás eu estou sempre a olhar para ti, á espera que te apercebas que fizeste asneira e me venhas pedir desculpas.
nunca fui de te limpar as lágrimas em dias de tempestade, porque sinceramente nunca me deixaste. mas sempre fui aquela pessoa em quem tu mais confiaste e que mais conheçes.
não estou á espera que venhas até mim, sem nada nas mãos e me dês um abraço, porque sei que não o vais fazer. em primeiro, porque nem te apercebes quando ages mal. e segundo, porque o teu orgulho está sempre mais alto daquilo que te faz feliz. só queria que por um momento, também pensasses em mim e te lembrasses de que afinal eu tambem faço parte da tua felicidade.
eu sempre dei tudo ás pessoas. é perciso? então a francisca está lá.
já fui tantas vezes um regaço num por de sol, um mar em noites de lua cheia, já fui uma mão amiga, ou um bom conjunto de gargalhadas. sim, já fui isso tudo graças a pessoas que entraram na minha vida. acho que nenhuma delas relamente chegou a sair porque quanto mais eu quero dizer em voz alta que sim, que essa pessoa já se foi embora, mais me lembro dela ao longo do tempo. nunca ninguem saí realmente de nós, mas é verdade que a sua presença se atenua ao longo do tempo. a verdade é que as marcas de vida não são feitas por uma só pessoa, mas sim por dezenas delas em determinados momentos que nos marcaram nem sabemos ao certo porquê.
tantas e tantas vezes tento arranjar explicação por um determinado momento ter sido tão determinante na minha vida e nunca acho resposta.
hoje, gostava de saber que enquanto te dirigo estas palavras tu estás do outro lado a ouvir-me, e a senti-las todas, uma por uma.



8.5.10

presença ausente



hoje só fica uma profunda solidão que não consegue ir embora. ás vezes a dor é pior que a solidão, porque se atenua ao longo do tempo. a solidão não. está sempre presente nos momentos mais tristes. eu tenho tanto saudades daqueles tempos em que eu me sentia constantemente abraçada e resguardada por ti dos perigos do mundo, mas agora só me tenho a mim. é triste olhar para a frente e ver uma estrada sem nada á volta, sem sonhos, nem promessas, nem mesmo saudades. é triste eu saber que, depois de tudo, ficam só recordações que se apoderam de mim tantas e tantas vezes em noites de lua cheia. é triste saber que quando te foste embora, não olhaste para trás devido ao teu orgulho que fala sempre mais alto. eu sempre pensei que mesmo que fosses embora de vez, vinhas para me ver a dormir, aconchegar os lençóis e preencher-me os sonhos, mas nem isso tu conseguiste fazer. de ti só tenho recordações - boas e más - que me preenchem em dias vagos. nem resta um querer que as coisas tivesse sido diferentes, nem uma desculpa por dizer, nem uma lágrima por derramar. já há muito tempo que as minhas lágrimas não são dirigidas para ti. se queres que te diga, já não me lembro a ultima vez que lágrimas derramaram pela minha face em busca do teu conforto. esses tempos estão distantes e longe de mim. em vez disso, tu deixaste-me uma presença ausente que me leva a repensar certos actos e pensamentos que eu tenha.
sempre pensei que depois de tudo, houvesse muito mais para ficar mas como sempre a vida troca-nos as voltas. só percebemos o verdadeiro valor dos momentos, quando eles passam.

1.5.10

demasiado fraca

porque é que uma pessoa se torna tão importante num dado momento, e no momento a seguir desapareceu da nossa vida sem deixar quaisquer marca?

como é que conseguimos distinguir o que é verdadeiro do que não é?

eu acho que só nos apercebemos do valor das pessoas passado algum tempo ou então quando as perdemos. a minha vida tornou-se numa maré de pensamentos maus e azarados, sem sentido. as horas custam a passar e as palavras secam quando chegam á garganta.
tanta gente me magooa constantemente, tanta gente me bate com a porta na cara e eu continuo aqui, á espera que alguem me pegue nos braços e me leve para um sítio melhor, como nos contos de fadas.
ás vezes olho lá para fora e vejo as nuvens a rodarem na direcção do vento, vejo as folhas a roçarem nos galhos e penso 'o que faço aqui?'. o que é que eu realmente quero para mim mesma? as respostas vem até mim através de sinais aqui e ali, mas sempre com poucas palavras. dão-nos as pistas, nós descodificamos o resto. antes pensava que o que dava sentido á minha vida era uma pessoa especial no momento certo. de um certo modo até era, mas os momentos passam e depois resta saber se as pessas que ficam são realmente importantes.
um dia sonhei ir a voar até á lua, sentava-me lá e os problemas desapareciam, mas depois disso custou muito acordar e enfrentar o meu tecto, com a minha rotina a espreitar porta fora. a rotina é uma coisa que se apodera de nós e nos tira um bocado o sentido da vida. todos os dias ando mergulhada numa constante melancolia que se apodera de mim nos momentos mais sós. já não deito uma lágrima há algum tempo, já não tenho nada que me faça realmente triste, mas tambem não dou um riso sentido há bastante tempo também. custa tanto saber que há uma data de experiencias e vivencias lá fora, á minha espera, e eu trancada num castelo que eu criei com uma barreira a proteger-me.


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espero que não venhas outra vez, com essa tua subtileza marcante, entrar na minha vida outra vez. não quero! não quero mais ficar desiludida contigo. mas tambem se estás a começar a dar passos até mim é porque eu te estou a marcar o caminho com migalhas de pão. eu sei que não devia, mas é mais forte do que eu. sinto-me sozinha e quero ter alguem para me proteger e me aqueçer o corãção em dias frios como hoje.

desculpa se sou demasiado fraca