28.3.10

o desejo a crescer


lá estás tu outra vez na janela a observar-me como só tu sabes. a olhar-me com esses olhos famintos de mim á espera que eu vá ter contigo e te dê um beijo. mas olha que eu não vou. prefiro que me mires a alguma distância para que o teu desejo cresca a cada instante, para que quando nos encontremos eu te sentir só meu, num unissono em que só o céu é testemunha.
a cada momento que passa te sinto mais meu, a cada momento que passa sinto o nosso amor a crescer e a voar directo ao céu. a cada segundo que passa eu te desejo mais, desejo cada vez mais o teu corpo por cima do meu, o teu olhar sobre mim, tu comigo. desculpa por estar descontrolada, mas ultimamente os pensamentos só a ti te pertencem e ando a ficar maluca com isto tudo. porque é que me andas a fazer isto? andas a virar isto tudo ao contrário, a minha vida, a minha maneira de estar e de ser, as coisas que eu construi uma vida interia. chegaste e pronto, apoderaste-te de tudo com a mão cheia e parece que estás satisfeito.

vem até mim, despede-te da janela e abre-a, lança-te daí para que eu possa sentir-te só meu

27.3.10

carta 20 dias depois de partir


agora eu queria-te ver. agora mais do que nunca eu gostava de te poder olhar com os meus próprios olhos.
o sol está lá fora e a cidade anda contente. as pessoas saiem á rua, os cães procuram um sítio ao sol ou um regaço á sombra, as folhas das árvores abanam ao sabor do vento, que vai e vem, vai e vem em movimentos contínuos. mas eu, eu continuo aqui, na sombra da minha alma que parece nao querer viver, no escuro da minha casa já quase assombrada. perciso de ti e do teu sorriso, perciso que venhas e que voltes a por tudo na ordem, como no primeiro dia em que te vi.
eu perciso de ti, perciso da tua mão sobre a minha, perciso de um sorriso que me conforte. perciso do teu amor, da tua compreensão, do teu carinho e das tuas palavras. eu perciso mesmo de ti e não sei onde é que tu andas. perdi-te o rasto há muito tempo e não me importei muito. mas quando a lua ilumina o céu e as estrelas piscam no ar eu sinto saudades tuas e do que fomos. sinto saudades daquelas tardes de verão, dos passeios á beira mar, dos gelados na pastaleria da nossa rua. sinto saudades de todos os momentos que vivi contigo. mas esses momentos fazem parte do passado, não é verdade? e mesmo que eu quizesse muito não tenho o poder de fazer tudo voltar atrás e de mudar certas coisas. desculpa-me por tudo porque eu nunca me perdoei completamente por ter saido da tua vida e por ter deixado tudo tão repentinamente. nunca me desculpei a mim própria por sair da nossa casa, com as malas feitas e ter batido com a porta sem ter olhado para trás. depois descobri que as malas já estavam feitas há muito tempo, só que a coragem para sair sempre me faltou.
espero que esteja tudo bem contigo, amo-te e sempre te vou amar.

20.3.10

sentimento dos seres imperfeitos



"O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição" - Aristóteles

mas sabem? até agora, nenhum amor conseguiu.

19.3.10

sempre foi assim


hoje não aceito a tua partida! simplesmente não aceito.
volta, volta por favor. volta com os sonhos carregados ás costas prontos para serem vividos e partilhados porque hoje, só hoje eu tenho saudades do que fomos em tempos onde o vento beijava, todas as manhãs, as pétalas das flores do meu jardim. onde é que te meteste? estou farta de gritar para o vácuo que existe na minha alma, porque sem ti falta um pedaço de mim. tu és uma parte de mim e como tal a vida sem ti não é a mesma coisa, nem sequer semelhante.
sabes o que aprendi com isto tudo? que as pessoas não são mesmo nada do que parecem. talvez porque quando se criam expectativas demasiadas altas, existe sempre qualquer coisa que as fazem cair a pique. sempre te imaginei forte e corajoso e agora? onde é que está a tua coragem e a tua força quando tu te foste embora, sem sequer olhar para trás? custou-me tanto tu não olhares para mim enquanto partias, talvez foi o que me custou mais. quando vamos sem sequer pensarmos no que deixamos atrás de nós, parece que já temos uma ideia concebida há muito tempo e que existe uma possibilidade de começar tudo de novo, do zero. dói muito saber que tu conseguirias começar uma nova vida, sem mim nela. mas sempre foi assim, sempre tive demasiadas expectativas em relação ás pessoas que eu conheço. sempre pensei que elas eram capazes de dar mais, mas quando chega o momento fogem com o rabo entre as pernas e nunca, mas nunca se arrependem. e aquelas pessoas que eu pensava que não valiam nada, revelam-se e mostram-me outro lado delas, mais conheçedor do mundo e dos problemas. mas é que é sempre assim, sempre sempre.
estou farta. hoje estou farta do mundo que me rodeia, das pessoas que fazem parte da minha vida. estou farta de ser desiludida constantemente, de dar as coisas como garantidas e de elas me escaparem das mãos, como dois peixes fora de água. 
hoje quero uma oportunidade de mudança, de novas prespectivas, de novos sonhos. até dos sonhos eu já estou farta.
e uma gota de água desce pela janela embaciada como que a pedir socorro a todas as outras que se encontram ao lado. mas nenhuma se parece importar, nem sequer ouvir. estão demasiado preocupadas a tentar encontrar um lugar perfeito, onde encaixem na perfeição. sempre foi assim e sempre irá ser.

14.3.10

á espera que tu venhas entre o movimento do mar


desculpa ser demaisado sintética quando te escrevo, mas o que é que ainda há mais para acrescentar?
já te disse tudo - faço questão disso porque todos os dias te mimo, nem que seja só com um olhar, com um conjunto de palavras numa margem de uma folha cheia de desenhos, num pensamento perdido em algures. todos os dias tu ocupas um bocadinho do meu dia e, por isso mesmo do meu coração. quando tu passas os lugares iluminam-se com uma forte luz que eu sempre desconhçi até á tua chegada. sabes aqueles dias quentes de inverno? aquela luz que quase cega? imagina isso mas muito mais forte.
entras, cegas-me mais uma vez, e deixas-te ficar até que o dia se torne noite para ires para outro canto que já não é o meu. claro que já não te pergunto onde vais e se ficas porque a tua rotina conheço eu bem. secalhar é por isso que nunca conseguiste ser feliz, os gestos sincopados são demaisado fortes para que tu consigas despegar-te deles.
como um bom dia de inverno, junto ao mar, a atirar areia para cima dos ombros e ver qual daqueles singelos grãozinhos chega mais rápido ao seu destino - a areia - eu espero que tu venhas outra vez, para fazeres estadia no meu canto. enquanto não chegas intertenho-me a ver o mar a ir e a vir, com a espuma das ondas a rebolar na areia e com o teu cheiro sempre cravado no meu corpo e no meu coração.

13.3.10

destinos entrelaçados


há certas coisas que nunca mudam. como tu e eu. e o nosso destino entrelaçado.
obrigada por teres voltado ainda com mais força para me ensinares a ser feliz. obrigada por me teres aberto esse teu abraço que se confunde tantas vezes, como um valente sonho que é impossível não querer vive-lo.

as palavras ultimamente são poucas. sempre que estamos felizes os gestos e os dias falam por nós. não percisamos de transmitir isso para uma folha de papel, por isso mesmo é que damos sempre mais valor ás pessoas e ás palavras quando elas estão lá nos momentos díficeis e intermináveis. como tu e eu. e o nosso destino entrelaçado.

10.3.10

de novo


agora, acredito que nem é assim tão impossível. sinto-te já perto. sinto o teu perfume e a tua voz rouca já a ir até mim sem eu percisar de ir á procura dela e traze-la á força.
já há tanto tempo que procuro interminavelmente qualquer sinal teu por entre as horas e os dias e sabes o que eu encontrei? nada. mas de um momento para o outro tudo o que te pertençe começou a fazer marcha até ao meu canto.
tantas vezes que eu bati com a cabeça na parede, tantas vezes as lágrimas rolaram pela minha cara á procura de um regaço onde cair e simplesmente tu não vieste. ainda bem que mudaste de ideias e decidiste voltar para este canto que nunca te bateu com a porta na cara, nem te negou ajuda.

hoje as palavras são poucas para ti amor, mas prometo que se vão encher de significado quando tu as leres

7.3.10

pequenos desabafos


queria-te ao meu lado numa tarde de verão. daquelas tardes quentes e solarengas onde o sol nos bate na cara como se fossemos donos do mundo e o tempo nao passasse.
onde é que te meteste amor? o tempo sem ti passa cada vez mais devagar e acho que já caí na rotina.
não tens dado notícias, nem telefonado, nem mesmo o céu me tem dado sinais teus. ando um pouco perdida sabes? um pouco sem norte. as coisas andam de pernas para o ar porque só tu as conseguias pôr direitas. ontem á tarde fui á tua mesinha-de-cabeçeira e encontrei lá as tuas meias de dormir, aquelas que me aqueçiam os pés noite após noite e senti-te ali. apesar de todas as coisas que nos uniam: o gosto pela música, o carinho pela família e o amor que nutrimos um pelo o outro as coisas que nos separavam sempre foram maiores e secalhar foi por isso que nunca resultou. ou secalhar não resultou porque não estavamos destinados a seguir o mesmo caminho. eu acredito no destino e acho que se ele nos juntou, não nos devia ter separado tão repentinamente.
sabes que escrevo todos os dias desde a tua partida? escrevo cada palavra e cada carta meticulosamente na esperança de que um dia possamos le-las em conjunto e ainda nos rirmos disto tudo. parece tudo um sonho que nuna mais vai acabar, mas comigo a esperança não morre por isso enquanto der e, enquanto a tua almofada tiver o teu cheiro eu não vou desistir de te procurar por entre a indiferença dos dias, nem mesmo pelo escuro da noite. já não tenho medo.

uma leve aragem vinda do mar entra pela janela, envolve-me o corpo e lava-me a alma. por breves momentos sinto-me livre de ti amor

6.3.10

a partida custa sempre


esse teu sorriso está na minhas mãos e gravado no meu coração, onde a eternidade bate totas as noites.
agarro-o com força para ele não me fugir. aperto-o contra o meu peito e deixo-o ficar assim, encostado a mim enquanto o tempo passa sem eu dar conta.
de repente há uma luz tão forte que me cega e apenas por breves momentos, eu já não te sinto perto de mim. essa luz suga-te a alma e mesmo que eu te tenha ao pé do meu peito, eu sei que tu não estás lá verdadeiramente. eu sei que essa luz é mais forte que tudo o que eu sinto por ti e, também sei que mais cedo ou mais tarde ela te vai levar de mim. aperto-te com mais força para ter a certeza que não me saltas das mãos e mesmo com aquela luz a iluminar-nos, o escuro que nos separa é enorme.
eu sei que não te posso agarrar para sempre mas o medo fala sempre mais alto e eu não sei o que faço quando deixar de ouvir o teu coração nas minhas mãos. a minha vida é exclusivamente agarrar-te contra mim e não te deixar fugir por entre os dias e o tempo.
de repente as minhas mãos tornam-se frágeis e moles, começam a tremer. luto cada vez mais para não te deixar ir porque sei que já não voltas. no decorrer do momento os dedos, que antes estavam juntinhos como uma concha, separam-se e há cada vez mais um espaço enorme entre eles. tento lutar contra tudo, e uno as forças todas que residem em mim para que tu não te vás tão rapidamente como um estalar de dedos. mas não dá. tu escorregas-me das mãos e cega como estou, não te consigo ver. ainda tento chamar por ti, mas eu sei que tu não me consegues ouvir. grito, choro e atiro-me para o chão. a luz que antes nos separava foi-se embora e agora, mais do que nunca, desejava que tu estivesses aqui para tu veres que afinal estavamos tão perto...

desculpa amor, eu tentei

5.3.10

conforto do nosso silêncio


parou de dar sinal. agora só ouço um pi a ecoar dentro de mim e tudo isto para quê? olha já não sei nada sinceramente.
dou as coisas como garantidas e passados momentos depois já não as tenho, fugiram, tiveram medo, não sei o que lhes aconteceu mas não estão ao pé de mim.
o que é perciso eu fazer para te tirar da minha cabeça? eu faço. o que for perciso eu faço para, de uma vez por todas libertares-me desta agonia que me corrói os dias e o coração. sinto-me uma prisioneira dentro de mim própria que já não pensa por vontade própria, que já não diz coisas com nexo, que já não faz o que lhe faz feliz, o que faz com que o sangue corra mais rápido nas veias. onde é que está essa pessoa? quero-a de volta o quanto antes.
saí, vai embora, não deixes bilhetes, parte com a mochila ás costas, não olhes para trás e sobretudo não voltes. não te arrependas no meio do caminho e voltes com uma lágrima ao canto do olho pronto para esqueçer tudo. estou farta. estou farta deste vai e vem que não me deixa ser feliz.
hoje espeçialmente não me apetece sair de casa, não me apetece a tua companhia nem as tuas palavras, só eu. hoje quero-me só mim própria. deitar-me na cama e ficar no calmo silencioso dos meus lençóis. quando fecho os olhos o mundo lá fora pára e as coisas ficam sempre tão leves. gostava de poder fechar os olhos nestes momentos, em que as lágrimas e a agonia são demasiadas. hoje só quero que tu vás embora e que sobretudo não voltes. se fores, vai de vez mas se ficares, fica para sempre e promete que não me fazes sofrer mais.

estou sem forças para cair outra vez, a sério. se me fizeres cair outra vez, então não voltes para amparares a queda novamente. se me fizeres cair outra vez, fica do lado de fora da janela é faças o que fizeres, sintas o que sentires não a abras.

2.3.10

á procura de ti entre sonhos


o tempo passa e ao mesmo tempo que ele avança eu espero cada vez mais nao me lembrar de ti.
estavas tão bem arrumadinho num espaço do meu coração, já um pouco esqueçido e abandonado. porque é que fizeste caminho para o centro onde, por mais que eu queira, é impossível não reparar em ti?
não, não consigo conter-me quando estou ao pé de ti. muitas vezes faço actos involuntários que eu própria nem reparo. já me tinha esqueçido de como é estar-se apaixonado. o coração ameça tantas vezes saltar-nos pela boca nos momentos mais débeis e custa tanto voltar a metê-lo para dentro e acalmá-lo.
por muito que eu queria meter os pés bem assentes na realidade, custa-me tanto não divagar sobre um nós que se poderia vir a formar, se ambos quizessemos. custa-me não imaginar planos futuros contigo. uma casa com o mar a espreitar da janela seria o ideal. custa-me imenso não pensar num futuro onde tu estejas presente para me aqueçer o coração e para me fazer levantar voo até ao céu, nem que seja por uns breves instantes.
o que tu tens não sei, mas o que é certo é que me dás abraços todos os dias sem notares. basta um olhar, uma palavra, um sorriso. tudo é perfeito e se encaixa na perfeição em mim. parece que tudo o que tu fazes está predestinado para vir ter comigo para me segurar porque se não, já me tinha mandado ao mar muitas vezes á busca de sonhos onde tu entrasses nas profundezas do oceano. ainda bem que alguns sinas, mesmo que não sejas tu a da-los me puxam para o mundo real. custa, sim. custa muito não poder sonhar nem imaginar qualquer coisa contigo, mas há que manter os olhos bem abertos e postos no chão, porque se subirmos demasiado a queda pode ser demaisado alto.
a paixão é um coisa indefinivel, que só quem a sente é que pode dizer o que é. muitos tentam chegar ao seu significado, sem grande sucesso. ela constrói-se com acções e gestos, momentos e palavras, instantes e abraços, beijos e olhares. e mesmo com isso tudo duvido que alguém consiga explicitar o seu significado.
ando á procura que me digas o que é na verdade este sentimento que cresce por ti a cada dia.

1.3.10

para ti, sheila


cada vez tenho mais necessidade de te dizer que és quase tudo para mim!
as circunstâncias não foram as melhores (lembras-te como tudo isto começou?), mas o que é que isso serve quando eu te considero uma das melhores?
existem amizades em que o tempo apaga tudo, em que não resta nada, nem mesmo um pingo de tristeza no corpo quando ouvimos o nome delas.
mas tu.. eu já não tenho palavras para te caracterizar, descrever. por mais que eu escreva, que eu grite, as palavras parecem sempre ser-me poucas. parecem-me poucas no teu imenso coração.
não me perguntes porquê, porque já sabes que não ando com as respostas á minha volta, mas a verdade é que tu nunca te vais embora. quado eu penso que sim, que já não importo, lá vens tu com uma flor na mão pronta para me abraçar e me fazeres voltar á realidade, que é muito melhor contigo.
eu juro que há certas coisas que me ultrapassam, e tu és uma delas. como é possível tu estares em outra parte do globo, distante de mim e mesmo assim estares presente em tudo o que faço?
por mais oceanos, tempestades, furacões que passem entre nós, no fim disso tudo eu olho para a frente e vejo-te por entre o nevoeiro dos dias, pronta para me aqueçer o coração (mais uma vez) com essas palavras enormes que fazem questão em não me abandonar.
como é que consegues? tu ameaças tantas vezes bater com a porta na minha cara, mas nunca o fazes. quando estás prestes a rodar a maçaneta, olhas para trás e não sei porquê, mas voltas sempre. desfazes as malas e vens para o conforto do nosso cantinho. talvez seja por isso que eu não consigo deixar de te guardar num lugar especial dentro de mim, porque apesar de tudo és a única que nunca me abandonou.
agora que me lembro, as discussões não sereviram de nada. antes pelo contrário, só serviram para ajudar a fortaleçer a nossa amizade.
fazes questão de me relembrar constantente o quão sou importante, o quão tu me estimas. mesmo que não me dissesses eu já não queria saber. o que retiro depois disto tudo, é que não há nada que impede uma amizade. nem pessoas, nem discussões, nem mesmo a distância. acho que ela se tornou nossa amiga, porque cada vez lhe dou mais valor e recorro a ela para me lembrar o quão fortes somos por ainda partilharmos sonhos, promessas e momentos uma com a outra.
as palavras são sempre poucas para ti, mas aqui estão umas cheias de carinho, de amor, de compreensão e sobretudo aqui estão umas palavras cheias de um grande abraço que um dia vou poder dar.
um amo-te já não chega*