28.2.10

amizades em que o tempo é nosso amigo


desculpa já não ter palavras para ti.
elas desapareceram. foram para outra vida, alma, céu. já não sei o que heide fazer para te por um ponto final.
os sorrisos, a cumplicidade, a conversa já se foi. o que é que falta mais para eu passar por ti e não olhar para trás? desculpa se desisti facilmente demais, mas a força que me agarrava a ti foi-se embora depois do nosso frio olhar naquela tarde. nesse dia a força que nos unia uma á outra, que era como um porto de abrigo nos dias mais tempestuosos caío sem eu me aperceber.
tu já foste tanto. era contigo que eu falava horas a fio sobre imensas coisas, sem tabus, sem desconfianças, sem competições. eu punha de parte tudo o que era preconceituoso e falva contigo como se não existisse ninguém lá fora, pra lá da nossa janela. se me peruntasses o que é que eu tinha mudado na nossa amizade eu diria que nada. eu já sei que a perfeição não se encontra e a nossa amizade tinha os seus defeitos e virtudes mas era equilibrada e eu gostava dela assim.
já foste a minha conselheira em alguns momentos mais vazios da minha vida. as tuas palavras faziam-me ver o lado correcto e melhor da questão mas nunca o fazias directamente. tinhas uma conversa comigo e através das tuas palavras eu conseguia chegar á resposta. é dificil fazer-se isso, acredita. eu já tentei muitas vezes, indirectamente fazer com que as pessoas cheguem ás respostas por elas próprias mas nunca dá resultado. ou são elas que não percebem, ou sou eu que não me faço entender claramente.
depois destes anos todos ao teu lado eu pensei que te conheçia bem. não digo que te conheçia decor, porque há sempre traços que por mais que tentemos nunca chegamos a desvendar, mas conheçia-te suficientemente bem para pôr as mãos no fogo por ti. ainda bem que nunca ninguem me deu o fogo, porque se não iria-me queimar.
de um momento para o outro, a tua atitude em relação ás pessoas que te redeiam mudou. a tua maneira de ver a vida mudou. tornastete mais fria e mais conservadora. onde está aquela pessoa que eu conheçi que tudo estava bem, que estava sempre a sorrir e que independentemente de tudo estava ao meu lado? essa pessoa não sei se desapareceu, ou se está muito bem escondida dentro de ti porque por mais que eu tente encontrá-la já não a vejo. por mais que eu olhe para dentro dos teus olhos já não a consigo encontrar. mudaste e secalhar eu não consigui acompanhar essas mudanças. as pessoas sofrem alterações face ao meio em que estão, face ás pessoas que entram nelas e que causam marcas, pegadas que o tempo não apaga. mas eu sempre pensei que estaria apta para te dar a mão nos momentos mais críticos onde a lua parasse de iluminar o céu. sempre pensei que a nossa amizade nunca iria ficar perdida no tempo, no espaço mas lá esta, mais uma vez enganei-me. ou nunca fomos suficientemente fortes, ou então foi a nossa amizade que nunca o foi.
existem inúmeras perguntas que eu gostava de te fazer, mas o tempo escapa-se por entre as mãos e causa estragos ainda maiores em nós. desculpa não ter sido um exemplo a seguir, mas a verdade é que tu também não foste.

27.2.10

sentimentos fortes que não cabem em mim


"A razão porque dói tanto separarmo-nos é porque as nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre o fiquem.Talvez tenhamos vivido milhares de vidas antes destas,e em cada uma nos tenhamos reencontrado.E talvez que em cada uma tenhamos sido separados pelos mesmos motivos. Isto significa que esta despedida é, ao mesmo tempo, um adeus pelos últimos 10.000 anos e um prelúdio ao que virá. quando olho para ti vejo a tua beleza e graça, e sei que cresceram mais fortes em cada vida que viveste. e sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura. não de alguém como tu, mas de ti porque a tua alma e a minha tem que andar sempre juntas. e assim, por uma razão que nenhum de nós entende, fomos obrigados a dizer adeus um ao outro. adoraria dizer-te que tudo correrá bem para nós, e prometo fazer tudo o que poder para garantir que assim será. mas se nunca nos voltarmos a encontrar e se isto for verdadeiramente um adeus, sei que nos veremos ainda noutra vida. iremos encontrar-nos de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e nós não apenas nos amemos nesse tempo, mas por todos os tempos que tivemos antes. (...) volta.olha-me mais uma vez, dá-me só mais um abraço, beija-me por um segundo que seja. sorri-me em toda a nossa cumplicidade, mostra-me de novo esse paraíso no teu olhar. enfeitiça-me ainda com esse perfume só teu, queima-me com os arrepios do teu toque. faz-me rir, faz-me chorar, faz-me querer partir e não ir. agarra-me, só para me largares no instante seguinte. ri-te, chora - mas ri-te e chora comigo. traz-me de novo sonhos pintados no céu, dá-me só mais uma vez a lua daquela noite, regressa para um único amanhecer apenas.

odeia-me, ama-me; permite-me amar-te, odiar-te, sentir todo um turbilhão demente de emoções. ignora-me, ouve-me, desaparece e chama-me. traz-me essa tua voz tímida só mais uma vez. esquece-me, não me ames... mas volta. Volta."


- queria um amor incondicional como este

22.2.10

eterno



o tic tac do relógio parece já não ter mais sentido. hoje foi como se tudo tivesse parado e eu tivesse ficado a contemplar-te, uma beleza eterna.
estavas a desenhar quando eu decidi intervir e tu me levantaste a cara com um sorriso meio cheio que fez o meu coração começar a saltar. concentrei-me por breves instantes para faze-lo acalmar o ritmo mas ele nunca me obdeceu. eu simplesmente não me mexi e deixei-me ficar ali a ver-te desenhar. uma melodia composta por traços, rabiscos sem sentido. és tão belo enquanto desenhas, já te disse? os teus olhos parecem dois mundos misteriosos e que apetece saltar para dentro deles para saber qual o mistério ao fundo do túnel.
estaria a mentir se te dissesse que não adorei aquele primeiro contacto contigo. pareceste tão acessível e eu ansiava cada vez mais o teu sorriso e as tuas palavras meio roucas que entravam pelo meu ouvido com acesso rápido para o meu coração.
ficámos em silêncio. para quê estragar aquele momento tão eterno, com palavras ditas no calor da situação? iriam estar a mais. então fiquei assim, a olhar para o que tu desenhavas e tu pareceste não te importar com a minha presença.
foste a única pessoa que me conseguias acalmar nos momentos mais tempestuosos. punhas as mãos á minha volta e davas-me um beijo na testa enquando me dizias palavras ao ouvido "não fiques assim amor, já passou".
aos meus olhos sempre foste perfeito. nunca desejei que tu tivesses mais ou menos de isto ou daquilo. o que tu és, sempre me bastou. conseguiste limpar o meu sotão, já cheio de tralha e de brinquedos velhos. não sei como, mas quando dei por mim já me sentia muito mais leve e limpa. foi só contigo que eu começei a descobrir o sentido da palavra amor. ela está em constante movimento em relação ao sentido. nunca ninguém conseguiu defini-la bem, mas eu sei que contigo, trabalhei todos os dias para a encher de valor e significado.
para mim, nunca vais poder ir completamente porque o que tu me deixaste não se apaga nem se esqueçe. nem mesmo o tempo vai conseguir isso.
amarte-ei para sempre meu pequeno de dois mundos

ás vezes o vento leva tudo



pergunto-me se ouves lá fora os beijos que o vento faz ás folhas. pergunto-me se ouves o meu respirar acelarado e transpirado sempre que penso em ti. pergunto-me no conforto da noite se tu te recordarás de mim como eu me recordo de ti.
espero que o tempo passe e que tu voltes com as respostas ás costas, pronto para abdicar de tudo o que tu construíste lá fora. espero que desistas das tuas conquistas, que me agarres a mão e que me sussurres ao ouvido poemas de séculos passados enquanto damos um passeio pela cidade.
eu sei esperar. tu pensas que não sei, mas eu sei. por ti eu aprendi a esperar, a aceitar, a respeitar. eu consgio esperar o tempo que for perciso para que tu voltes já cansado da tua viagem por ruas distantes e perdidas. volta para o conforto da tua casa, da nossa cama.
eu já estou cansada de esperar que tu venhas e tragas felicidade contigo para iluminar a nossa casa, já muito escura e perdida do mundo lá fora. estou cansada de não ter notícias, de me agarrar constantemente ás cartas de amor que tu me escreveste em tempos passados.
mas para que é que eu espero? eu já não sei. já não sei porque é que ainda espero por ti, pelos teus braços, pelos teu olhos.
qualquer dia canso-me de vez e simplesmente enterro tudo. mas enquanto esse dia não chega promete-me que cuidas bem de ti. que não fazes nenhuma asneira, que ficas bem porque tudo o que eu mais quero é ver-te a sorrir. quando a vida te virar as costas, não desistas e corre atrás dela, prometes?

21.2.10

á espera das estrelas



estava uma tarde de calor sufocante e o que apetecia era um mergulho no mar com a companhia certa.
telefonei-te e aceitas-te logo. vieste-me buscar passado poucos minutos e meti-me no carro, já com a toalha no saco. dei-te um beijo e agradeci-te por me teres vindo buscar. lá começaste com as tuas parvoíces do costume que me fazem sempre rir. chegamos á praia já ao fim da tarde, com pouca gente e sentámo-nos mesmo á beira-mar.  puseste-me a mão na cintura e deixamo-nos ficar assim, a olhar para o mar sem ver o tempo passar.
nunca foi aquele amor que me fez explodir o coração, que me fez querer mais e mais. foi aquele amor que me aqueçeu o coração nos dias de inverno e que me mostrou que o amor pode ser muito mais do que
um delírio incontrolável. o nosso amor foi calmo, pacato, sereno. deu-me estabilidade e paz. consegui amar-te nos dias calmos que demoravam a passar, nas tardes em que faziamos companhia um ao outro.
não foi amor á primeira vista, não. não tive aquele desejo de te meter logo na cama, nada disso. o nosso amor constuí-se com as conversas, fomo-nos conheçendo mutuamente e quando demos por nós só conseguiamos estar bem na companhia um do outro. ás vezes perguntava-me se não era perciso um bocado mais de acção, de atracção, mas ao longo do tempo fui encontrando as respostas no meio do nosso silêncio. tu deste-me atenção, encheste-me de mimos, fizeste-me sentir como nova e com vontade de viver.
porque é que tu não ficaste mais um bocado para me fazeres sentir segura nos teus braços?
sempre me senti confortável e protegida nos teus longos braços que se confundiam sempre com enormes tardes de verão a ler no jardim. nunca tivemos muitas discussões porque tu nunca foste tão explosivo como eu. se eu começava a explodir tu acalmavas logo a tempestade com esse teu silêncio cheio. não dizias nada e eu percebia que não valia a pena começar uma discussão sem motivo. mostraste-me que muitas vezes as discussões não se baseiam em nada, não têm nenhum motivo concreto, nenhuma razão de o ser. ás vezes, as discussões acontencem porque as palavras saiem da nossa boca como jactos e embatem mesmo em cheio no coração da outra pessoa e pronto, quando damos por ela já é tarde de mais para se conseguir apagar o fogo.
passamos metade da noite na praia a falar de tudo e mais alguma coisa, a olhar para as estrelas e a formar a nossa próxima casa.

20.2.10

promessas num mundo real



o que é que tens a dizer sobre isto, hum?
acabou. esqueçi-te, enterrei-te, passei por ti sem me importar, chama-lhe o que tu quizeres mas o que é certo que neste momento me és indiferente. só tenho necessidade de escrever para ti, mais uma vez, porque estou tão feliz por ter finalmente encontrado a paz no fim do caminho. a paz que me envolve o corpo e que me deixa tranquila enquanto elimina os problemas.
não é que não gostasse do furor que tu me fazias, mas a verdade é que não era vida para mim. nunca tive vida para andar a arrastar-me nos cantos á espera que os outros fizessem o que tem de ser feito unicamente por mim, não dava.
a verdade é que talvez nunca me deste pretextos para duvidar deste amor impossível, ou se os deste passaram-me ao lado, ou então fingi não os ver.
este amor, em que o céu, as estrelas e as palavras são as únicas testemunhas não deu muito que falar. a verdade é que simplesmente, tudo o que te tinha a dizer já o disse. está aqui tudo, para tu leres com atenção as vezes que tu quizeres e perceberes que me magooaste, que caí algumas vzes durante o percuso, mas que apesar de tudo há que enfrentar os problemas de frente e foi o que fiz. levantei-me, sacudi o pó e segui em frente sem pensar duas vezes. quando não dá temos de aceitar por muito que custa.
as vezes que eu ameaçei esqueçer-te nunca foram suficientemente fortes contra o sentimento que crescia a cada dia por ti. o que é que isso interessa? o amor fala sempre mais alto do que qualquer outra coisa e por mais que lutemos contra ele, nós saimos sempre vencidos. arrasa corações, vidas, sonhos. mas nada disso interessa quanto acordamos e temos ao nosso lado a pessoa que amamos a respirar profundamente num sono eterno. as recordações que ele nos trás são como que chocolates quentes num dia de inverno, sabem bem. sabe tão bem recodar o que em tempos nos fez felizes, o que em tempos nos fez acreditar que o mundo podia, num estalar de dedos, transformar-se num lugar mais promissor e belo. nesses momentos, onde tudo parece possível o bater do nosso coração só encontra satisfação quando tem outro ao seu lado.
poderia escrever-te mil e uma cartas de amor, dizer-te que te amo infinitas vezes, mas nada disso valeria a pena porque o barco do mundo real e concreto estava ao pé da minha casa para me vir buscar. o que valeria essas cartas e essas palavras no mundo real?

14.2.10

felicidade pura, só contigo


cansei-me de rastejar pelo chão, de procurar abrigo e conforto na primeira casa que encontro. cansei-me das outras pessoas viverem a minha vida sem me pedir licença. cansei-me que toda a gente me diga o que fazer, quando fazer e como fazer sem pensar como é que eu vou ficar depois.
mas mais do que isto, cansei-me de esperar por ti. cansei-me de te imaginar, sentado num jardim, rodeado de árvores, sem ninguém á volta, onde o céu era o limite. cansei-me de te imaginar nesse jardim á minha espera, com os braços abertos carregados de sonhos á espera para serem vividos. cansei-me de sonhar com momentos impossíveis, com casas junto á praia, com baloiços perto de nós.
espero que te lembres, que apesar de tudo, estarei aqui como quem espera por um dia de sol e uma praia deserta. que, por muitas palavras que eu posso dizer, que por muitos gestos que eu possa fazer, tu vais ser sempre o meu primeiro amor. com quem eu partilhei esperanças e planos futuros.
o primeiro amor é sempre mágico, não é? dá sempre aquele frio na barriga, parece que o coração salta pela boca, não pensamos antes de agir, ou melhor, pensamos sempre com o coração e pomos sempre as emoções em primeiro lugar.
espero que, por entre as palavras meias e pelos dias vazios, tu te lembres de mim e de tudo o que vivemos. não te peço para me pores em primeiro na tua lista, mas só te peço para me pores lá. só queria que não te esqueçesses do que eu já fiz por ti, do que eu abdiquei, do que eu destrui, apenas pelo o teu amor. mas eu já devia saber que um amor forçado nunca iria durar muito. já devia saber que um amor, onde apenas a outra pessoa tem o papel principal mais tarde ou mais cedo iria acabar. já devia saber isso tudo e secalhar até sei, só que quando o coração bate forte e a mil á hora, pomos de parte tudo o que sabemos e buscamos sempre a felicidade, a todo o custo. o que é que eu posso fazer para deixar de sentir com o coração?
mas quando voltares, isto é se voltares, e trouxeres ás costas as esperanças e os sonhos que partilhamos nos primeiros meses do nosso amor e tiveres deixado pelo o caminhos os palavrões rabiscados que atiramos um ao outro eu deixo tudo o que escrevi e tudo o que prometi a mim mesmo para trás e deixo-te entrar, outra vez na minha casa junto ao mar. porque quando o sentimento é forte, até podemos bater com a cabeça nas paredes cem vezes, mas o que é que isso importa quando temos ao nosso lado quem amamos e que nem nos dá a felicidade pura? podemos magooarmo-nos muitas vezes, mas eu esqueço sempre isso tudo quando os nossos olhos se cruzam. quando as tua mãos se enconstam nas minhas e me percorrem em forma de melodia pelo o corpo todo. quando o meu coração bate ao mesmo tempo que o teu. quando as tuas palavras me chegam ao ouvido e teimam em apagar as coisas más a todo o custo. quando acontece isso tudo, nós nem nos lembramos das vezes que caímos, das promessas que fizemos e que prometemos não quebrar. nada disso serve porque o amor é um sentimento maior do que isso tudo. é maior que nós e nunca cabe totalmente no nosso corpo, nem na nossa cabeça. o único lugar em que ele cabe por completo é no nosso coração e aí, eu tenho a certeza que ele está. eu cuido dele todos os dias e só peço que ele não saia, nem que me esocrregue por entre as mãos porque nesse dia, não sei de que vou viver. sem ti, sem o meu e o teu amor, como é que eu espero sobreviver aos perigos do mundo?
ficas amor? só mais um bocadinho para que eu tenha tempo de gritar ao mundo como me fazes feliz.


"O que eu nunca pensei, minha pequena fada que me esperas ao final da tarde numa casa branca cujas janelas se encontram com o horizonte em que ao siameses se juntam, é que posso voar em terra e mergulhar nas ondas sempre que te vejo, posso chegar ao céu sem ligar os reactores e deslizar sobre as águas com a perfeição dos pequenos gestos.
Não sei se é a isto que os deuses chamavam amor, mas cada vez que chego e tu me abres o portão para me deixar entrar no teu corpo e no teu coração, sinto que todos os elementos estão sob o mesmo tecto. O teu corpo é como uma concha, o teu olhar como um rio; os teus braços uma ilha e o teu peito a minha casa.
Não sei de que é feito o amor, nunca descobri o seu segredo, mas sei que ando lá perto, que perto de ti, nos mais pequenos gestos, há uma espécie de amor que transpira no ar e transborda como uma onda e que me atira para aquele lugar perfeito que só existe no meu coração. "

13.2.10

palavras á solta que já têm rumo

agora que o fim se fez anunciar o que é que eu posso fazer?
como foi possível que tudo acabe assim, de uma maneira tão simples?
não há palavras que saiem da minha boca como trovões, não há o sentimento de ódio nem de desprezo, simplesmente há a aceitação. aceito que esteja para acabar, porque a vida é mesmo assim e eu já devia saber isso. claro que custa sempre. ao príncipio custa sempre muito mas o tempo, o nosso melhor amigo de horas perdidas, encarrega-se de limpar o nosso coração e prepára-lo para outra tempestade. mas estas palavras vão ficar aí perdidas e a navegar pelo ar, eu sei disso. mas eu tenho de te escrever, porque é a única descarga de consciência que eu posso ter. é a única maneira que eu tenho de saber que houve uma amizade entre nós, que partilhamos momentos de alegria e tristeza, cumplicidades, sonhos.
quando se dá o coração a alguém, espera-se que essa pessoa tenha confiança em nós para nos dar o dela também e tu não o fizeste. não, não te vou acusar, descriminar porque a maior parte da culpa até foi minha. fui eu que me afastei e tomei outro rumo sem te avisar, fui eu que, em parte, não quiz saber de como ficavas.
mas mais do que isso é saber que nunca perguntaste por mim, que nunca chamaste, nem gritaste, nem choraste por mim. custa saber que, mesmo que eu tivesse partido tu nunca me mandaste um pedido para eu voltar. que simplesmente me puseste nos assuntos em lista de espera.
sim, continuaremos a ser amigas para o que der e vier, porque o que nos ja vivemos ninguem nos tira e essa é uma verdade. porque mesmo que alguém ameaçe tirar-nos a felicidade recheada de momentos bons, ela fica sempre na nossa memória. é como se fosse um pilar que nos ajuda a levantar nos momentos mais duvidosos.
e quando não souberes o que fazer, lembra-te que a tua felicidade só depende de ti. as pessoas á tua volta podem tentar, mas és tu que tens de querer e tu quizeste. e imagina? acho que tomaste a decisão certa.


"as verdadeiras amizades nunca se separam, apenas tomam caminhos diferentes"

8.2.10

"sonhos impossíveis que não cabem na realidade"



contigo ou sem ti? já não faz diferença.
aprendi a por de lado o que já não interessa e a perservar o que relamente é importante.
tantas coisas eu fiz para chamar a atenção. bastava um sinal, um sorriso, um olhar, para eu transformar nisso no meu maior tesouro. conseguiste que de pequenos momentos e gestos, eu me transformasse numa pessoa nova, cheia de vida, de côr e de iniciativa. mas tão depressa estava no auge como tão depressa caía, assim, sem mais nem menos.
agora que tenho oportunidade de olhar o passado, vejo que nada passou de um filme da minha cabeça (mais um). que isto tudo nem sequer chegou a ser um capítulo ou se foi, começou com "e se" e ficou a meio.
as coisas estão muito mais transparentes e agora sei que nada me vai fazer mudar o meu sentido, direcção, objectivo. agora só quero esqueçer-te, por-te de lado porque já não perciso de ti (se é que alguma vez percisei). já não anseio as tuas palavras, os teus olhares, os teus mimos. o entusiamo de poder só olhar, sem te tocar, como se fosses uma estátua de cem mil anos, passou, escapou-se dos meus objectivos sem eu dar conta. tu nunca fizeste parte de mim, nem vais fazer porque por mais perto que estejamos, já não há caminhos nem atalhos para eu chegar até ti. não resta nada deste sonho que só eu vivi, nada. e por mais que eu tente arranjar desculpas para  me convencer que foste importante, a verdade é que não foste. não tenho memórias tuas, nem boas nem más, simplesmento não as tenho porque nunca chegaste a entrar na minha casa. nunca chegaste a entrar, ficaste-te sempre pela porta.
ás vezes pergunto-me o que consegui ver em ti para tu me cativares e só encontro uma resposta, os teus olhos. esses teus olhos dizem tanta coisa. calma, serenidade, paciência, amor, carinho.. tanta coisa que eu queria ter provado, saboreado e nunca consegui. a ti já te esqueçi, mas os teus olhos são a única coisa que não me saiem da cabeça. parecem seguir-me para todo o lado e se queres que te diga, com eles sinto-me bem porque, apesar de tudo ainda alimentam a ideia de este sonho não ter sido vivido só por mim, mas sim também por ti.

pequenos momentos que nos fazem aperçeber da realidade e aí sim, conseguimos por os pés no chão.

7.2.10

tu, sempre, acredita



espero que isto tudo não passe de um período em que as coisas estejam afastadas.
espero mesmo, porque se isto for para sempre as promessas que fizemos, a minha palavra, a tua palavra, não serve de nada. simplesmente se não passar não valemos nada porque desistimos á primeira dificuldade.
estarás comigo sempre, mesmo que os nosso caminhos vão dar a outro porto, não se cruzem, não importa. o passado não se apaga e o que tu me deixaste muito menos. o que tu me deste é para agarrar com unhas e dentes quando ameaço quebrar-me. é para isso que servem as boas memórias, para nos dar força quando estamos em baixo e pensamos que não há uma solução.
mas só quero que saibas que vales por muito mais que pessoas que convivem comigo todos os dias, quero que saibas que nunca vai ser um fim, porque um ponto final é o que eu não consigo por no teu nome. já tentei muitas vezes, já te virei costas n vezes, já atiçei mais o fogo, mas nunca congiso não voltar ou não apagar a fogueira. simplesmente não dá, a nossa amizade vale por muito mais sabes?
esteve lá nas mudanças e nas batalhas, esteve lá quando percisei e isso basta. muitas vezes não dei o devido valor ao que temos, ao que construimos, mas arrependo-me desses momentos. agora que olho para trás, tu estiveste lá para me dar uma luz ao fundo do túnel, estiveste lá para acender a esperança que tantas vezes se afoga no nosso corpo numa maré de desilusões. e é nos momentos maus em que vemos quem realmente importa, quem realmente se preocupa, quem realmente quer saber e imagina? tu quizeste e estou-te grata por isso. obrigada por não teres desistido logo de mim, por teres dado luta, por teres investido num futuro melhor. obrigada por isso tudo.
quero que saibas, que quando caires, que quando estiveres no fundo do poço, eu estarei aqui para ti. para te ouvir, para te dar um abraço, para o que tu percisares.
sabes quando recordamos uma pessoa sempre com um brilho nos olhos mas com um aperto no coração por causa das saudades? eu recordo-te assim, não quero que as coisas acabem assim, de um momento para o outro, sem explicação, sem motivo, sem nexo.
promete-me que, mais uma vez vais ficar ao meu lado quando toda a gente tiver abandonado o barco.
espero que a nossa amizade dure para sempre, e no que depender de mim a pulseira vai ficar sempre comigo <3

AMO-TE tanto, já não há palavras*
sempre comigo, sempre aqui para tudo

anseio o dia em que poderemos conversar, olhos nos olhos, sem mais ninguém á volta. anseio esse dia

3.2.10

nunca te vais para sempre




tinhas-te levantado mais cedo.
não sabia onde tinhas ido, não deixaste bilhete, não me tinhas dito nada.
levantei-me e esperei que viesses, como sempre o fiz. os dias já me cansavam na pele e eu preferia esperar, porque eu saberia que tu vinhas. tu vens sempre, nem que seja para me deitares mais ao chão com palavras que saiem da tua boca a mil á hora, sem sentido mas que parece que já sabem o caminho e vão directas para o meu coração, como espinhos que o tornam ainda mais frágil. eu sei que tu voltas sempre, já cansado de lutar contra o que é evidente, deixas o orgulho de parte e esperas um regaço para te consolar.
eu sei disso tudo, mas a verdade é que naquele dia, estava com incertezas em relação a isso.
notava-te mais cansado, mais revoltado com a vida que te calhou em mãos e eu estava sem certezas que viesses.
não podia simplesmente aceitar a tua partida, assim sem mais nem menos, com os braços cruzados. então saí á rua. fui dar uma volta, apanhar ar e quando dei por mim estava ao pé da praia. descalçei os sapatos e mergulhei na areia. estava um dia frio de inverno, mas nada disse me deteve. fui até á beira mar e sentei-me lá a observá-lo. as ondas rebentavam sucessivamente em movimentos contínuos, quase mecanizados.
tinha saudades tuas. ultimamente andavamos afastados e não sabia porquê. notava-te mais distante e com menos paciência para mim.
mas a verdade é que eu te amava com tudo o que tinha na alma e não conseguia ver-te a escorregar-me por entre os dedos. o que nós tinhamos passado valia de muito mais mais do que uma simples fase. o que tu me tinhas dado não são coisas que se ponham para trás das costas e se esqueçam num estalar de dedos. já fizeste tanto por mim que nem imaginas. os dias eram carregados de cinzento até tu apareceres e pores tudo no seu devido lugar. não conseguia aceitar mais ninguem no meu coração até tu apareceres e tirares as teias de aranha e os remendos que outros já fizeram. se olhasse para trás já tinhamos uma longa caminhada em conjunto. duas vidas que se cruzaram e que decidiram vencer os obstáculos juntas.
com estes pensamentos a assaltarem-me a cabeça, eu estava cada vez mais triste e com menos esperança que voltasses. estava a começar a anoitecer e eu levantei-me, sacuidi a areia, calçei-me e começei caminho para a viagem mais longa que tinha feito até ali para casa. abri a porta, poisei as chaves na mesa e vi-te a ti, sentado no sofá a olhar para o infinito. ao teu lado estava um ramo de tulipas vermelhas. quando te apercebeste da minha chegada, levantaste-te, vieste até mim e disseste:

- onde é que te meteste? tinha saudades tuas.

só quero que perecebas



continuo á espera que tu venhas com um sorriso por entre os braços e que me começes a fazer brilhar todos os dias. continuo assim, aqui, esqueçida por entre os problemas do mundo.
a melancolia invade-me os dias sem eu dar conta. só quando te vejo é que ela se vai embora para outro lugar e parece tão distante, mas quando tu vais bate-me á porta com demasiada força para eu a conseguir mandar embora.
pareces sempre tão preocupado, sempre tão atento. serão só filmes e invenções da minha cabeça? é impossível que tudo o que eu tenho notado em ti, sejam meras especulações de uma pessoa cega de ti.
estou cega de ti e a cada dia mais quero mais que tu venhas até mim com esses teus olhos azuis e que não me largues mais. mas a cada dia que passa sei que isso é mais impossível porque estamos em pontos distantes do globo. ha muitas montanhas, rios fundos, tempestadas a separar-nos. mas tambem sei, que no meio disso tudo á uma cabana junto ao mar, onde bate todos os dias o sol e a lua aparece sempre cheia para iluminar as nossas noites. eu sei que existe esse lugar, é certo que é dífiil de encontrar mas eu sei que ele está lá pronto para nós.
todas estas palavras, estes desabafos de hora e meia são para ti. escrevi-os a pensar em ti, á espera que tu os ouças e que os compreendas. sei que enventualemente eles vão ficar aqui perdidos e esqueçidos, mas não consigo conter demasaidas palavras dentro de mim. elas passado algum tempo, teimam a rebentar e a sair cá para fora.

se tu agum dia as ouvires, tenta cuidar delas está bem? prometes que não as esqueçes logo nem que as pões debaixo da gaveta?