cada dia que passa, tenho menos opurtunidades. mas também, a cada dia que passar quero mais sonhar contigo.
poes-me a cabeça a andar á roda, o coração aos saltos. digo coisas sem sentido, sem nexo, as palavras saiem-me da boca num corropio e, ás vezes nem sei porque as digo.
mas cada vez mais, sinto necessidade de estar perto de ti, rodadeada de ti, cheia de ti.
cada vez mais quero ouvir a tua voz a entrar nos meus ouvidos em forma de consolo, para me sentir completa com o que eu nunca tive. cada vez mais quero os teus olhos postos em mim como um escudo, que me protege de maus pensamentos e de quedas desajeitadas e sem sentido. cada vez mais sinto necessidade de te dizer, a ti, o que sinto e cada vez mais receio a tua reacção.
cada vez mais preenches os meus pensamentos, sonhos, horas cheias. mas vai haver um dia, em que o coração vai falar mais alto do que tudo e eu te vou poder dizer o que está entalado na garganta há já demasiado tempo.
vai haver um dia em que as lágrimas vão ser demais e que eu vou poder limpa-las e erguer-me para te poder dizer o que está em mim.
vai haver um dia que aconteça isso tudo.
mas enquanto nao chega esse dia, eu deixo-me a esperar que isto passe, como por magia ou com um estalar de dedos. espero que tu desaparecas da minha vida porque sim.
não espero que tu ouças o que escrevo, nem que compreendas, nem mesmo que sintas.
eu sei que a maioria das minhas palavras não sou ouvidas por ninguem, ficam aí
perdidas como que há espera de dono para as agarrar, levar para casa e cuidar delas.
mas, a esperança é uma coisa que só acaba em mim quando eu acabar, então eu
escrevo. não com o pensamento que alguém as compreende, mas com a esperança
que alguém sinta saudades delas.
que alguém sinta saudades delas.












