30.1.10

algum dia vais ter saudades

cada dia que passa, tenho menos opurtunidades. mas também, a cada dia que passar quero mais sonhar contigo.
poes-me a cabeça a andar á roda, o coração aos saltos. digo coisas sem sentido, sem nexo, as palavras saiem-me da boca num corropio e, ás vezes nem sei porque as digo.
mas cada vez mais, sinto necessidade de estar perto de ti, rodadeada de ti, cheia de ti.
cada vez mais quero ouvir a tua voz a entrar nos meus ouvidos em forma de consolo, para me sentir completa com o que eu nunca tive. cada vez mais quero os teus olhos postos em mim como um escudo, que me protege de maus pensamentos e de quedas desajeitadas e sem sentido. cada vez mais sinto necessidade de te dizer, a ti, o que sinto e cada vez mais receio a tua reacção.
cada vez mais preenches os meus pensamentos, sonhos, horas cheias.
mas vai haver um dia, em que o coração vai falar mais alto do que tudo e eu te vou poder dizer o que está entalado na garganta há já demasiado tempo.
vai haver um dia em que as lágrimas vão ser demais e que eu vou poder limpa-las e erguer-me para te poder dizer o que está em mim.
vai haver um dia que aconteça isso tudo.
mas enquanto nao chega esse dia, eu deixo-me a esperar que isto passe, como por magia ou com um estalar de dedos. espero que tu desaparecas da minha vida porque sim.


não espero que tu ouças o que escrevo, nem que compreendas, nem mesmo que sintas.
eu sei que a maioria das minhas palavras não sou ouvidas por ninguem, ficam aí       
perdidas como que há espera de dono para as agarrar, levar para casa e cuidar delas. 
mas, a esperança é uma coisa que só acaba em mim quando eu acabar, então eu         
escrevo. não com o pensamento que alguém as compreende, mas com a esperança        
que alguém sinta saudades delas.                                                                                   

já não é por tua causa


pensas que é assim?
voltas, já cansado da tua outra vida e esperas que eu esteja aqui, á tua espera, de braços abertos, para te receber e pergutar como foi a tua viagem pelo mundo?
se fosse há um tempo atras, talvez fissesse isso sem pensar duas vezes, mas agora não.
agora penso nas incertezas que tive quando tu te foste embora e me deixaste sozinha a vaguear pelas ruas sem norte. agora penso nas noites frias que passei, sem ninguem para me aqueçer os pés. agora penso nos abraços que perdi durante a tua longa torné á volta do mundo.
e agora, não penses que lá por voltares, já mais sabedor, já mais vivido, que eu te vou acolher na minha casa como se fosse o primeiro dia, em que prometemos um ao outro que para sempre afinal nem era muito tempo. não esperes que esqueça as promessas que fizemos. não esperes que esqueça tudo o que me fizeste e que ponha para trás das costas. até conseguiria se quizesse muito. mas quando te ausentaste, levaste parte de mim contigo, mas antes de tu voltares eu já a tinha de volta. consegui colar os cacos e ir em frente. mas acredita que não foi com a tua ajuda, nem com a tua preocupação. sabe-se lá de onde veio a ispiração.
quando partiste a casa ficou escura e fria. mas sabes que mais? entrou mais uma pessoa, que conseguiu aqueçer o meu coração e pô-lo a brilhar (outra vez). conseguiu que eu pusesse para trás das costas tudo o que te pertencia, coisa que eu nunca consegui fazer sozinha.
e agora queres que eu esqueça tudo (outra vez) e que abdique (outra vez) de tudo o que construí na tua ausência? não esperes isso, porque hoje o dia está a brilhar.. mas eu sei que não é por tua causa.

24.1.10

queda


talvez seja gostar de sofrer, só pode ser isso.
lá estou eu, mais uma vez, no chão. já tenho as pernas cansadas e as lágrimas prontas a saltarem-me dos olhos, mas sabes que mais? não o vou fazer. vou conter tudo o que tenho aqui dentro, vou (mais uma vez) levantar-me, independentemente das dores que tenha e vou continuar caminho sem olhar para trás. só faço isto porque tem mesmo de ser. as coisas lá atrás já não fazem sentido e os ares do horizonte dizem-me que é para a frente o caminho.
deixaste-me sózinha, sem nada a que me agarrar (mais uma vez). deixaste-me por aí, perdida e vagabunda sem ter quem me protega da noite escura e das noites frias do inverno. onde é que foste? onde é que estás? logo agora em que eu perciso de ti mais que tudo. agora que eu perciso de uma mão sobre a minha, um abraço sobre o meu peito, para onde foste?
mas, mais uma vez, vou ter de esqueçer isso tudo e dar valor ao que realmente importa e ao que nunca me abandonou. mais uma vez, vou limpar as lágrimas, guardar o que sinto para depois e pôr em primeiro lugar quem necessita de mim. mas vou fazer isto tudo, sózinha porque parece que o caminho é longo e já não te tenho a ti para me iliminares os atalhos. talvez, quem sabe, possa escolher o melhor. o mais comprido, mas o que dá mais regalias. mas também posso escolher o outro, em que só tenho pedragulhos no meio do caminho e em que a travessia é cheia de complicações.
mas sem ti, já não sei qual heide escolher. deixaste-me sem brilho, sem motivação, sem dias calmos. deixaste-me sem isso tudo e agora o que é que eu faço?
mais uma vez, vou seguir caminho, sem ti, só com a comapanhia das minhas memórias.

p.s - espero por ti o tempo que for preciso

23.1.10

happiness

não dá para conter nada.

cada vez gosto mais de ti!

20.1.10

incertezas


da-me um pouco de certezas.
dá-me, nem que seja só um bocadinho, de certezas. perciso de saber. perciso de ter alguma coisa a que me agarrar sabes? perciso de saber que se o mundo cair lá fora, nós vamos estar, os dois juntos de mão dada a ve-lo cair da nossa janela. vamos estar cá dentro, no calor, na serenidade e na cumplicidade do nosso amor a ver tudo a ir embora. mas o que isso importa quando estamos com a pessoa de que gostamos? nada.
tenho de ter a certeza de que se toda a gente for embora, tu ficas. ficas para me abraçares e dizeres que está tudo bem. que se toda a gente decidir deixar o barco, eu e tu continuamos viagem sem rumo. eu necessito de certezas e tu não me dás. mais valia acabares com tudo isto de uma vez por todas e pronto. mas este 'pára, arranca' dá cabo de mim e tu não percebes.
não percebes que eu já estou agarrada a ti? foi tão rápido tudo isto. parece que foi estalar os dedos e já não conseguia apagar-te da minha cabeça. procuro-te em tudo o que faço, sabes? sinceramente, quero que tu não desaparecas agora. quero que me dês boas memórias.






-t

18.1.10

acreditar


hoje até nem me importo que o mundo caia, não me importo que haja tempestades lá fora, já nem me importo que as pessoas estejam mal, só quero saber de mim (de nós).
talvez o amor seja isso mesmo, deixar tudo para trás. deixar o que nos fez bem, mal, o que nos ajudou a crescer, o que nos ajudou a destruir barrerias, tudo. deixar isso e ir em busca de um novo rumo, de um novo sentido, mas só que com uma pessoa ao nosso lado para nos ajudar a fazer a longa travessia de um coração até ao outro. o amor constói-se ao longo dos dias, dos tempos, das conversas, dos gestos, do carinho, da atenção, dos momentos, não de um momento para o outro.
o que eu queria mesmo é descobrir o que é contigo. só queria isso. mas hoje é só de nós que eu quero saber. é só tu que me interessas. acreditas que é só por ti que ainda me levanto todos os dias? acreditas que é só por ti que eu ainda não mandei toda a gente dar uma volta? acreditas que é só por ti que eu ainda não deixei de acreditar? acreditar que as pessoas mudam com o tempo o que talvez, um dia, me possam agradeçer tudo o que eu fiz por elas. não retribuir, porque quando se dá, dá-se com tudo e não se espera receber nada. mas agradeçer, porque é um sinal que sabem que as ajudámos e ás vezes nem é perciso dizer muito, basta um olhar, um gesto, um abraço e fica tudo bem. ás vezes o silêncio fala por si, mas basta termos alguém naquele momento connosco para sabemos que não estamos sozinhas. eu ainda acredito porque tu existes e, a cada dia que passa me mostras que as coisas podem ser bem diferentes, basta querermos.

17.1.10

quero uma nova vida


hoje queria mais do que uma simples palavra e do que um simples gesto. já não me chega isso.
hoje, mais do que sempre, queria-te ter aqui para me poderes proporcionar o teu olhar, o teu sorriso, a tua companhia.
especulações, são tudo o que eu tenho. não sei como és, não sei o que me podes dar. mas hoje, queria esqueçer isso tudo e partir por aí.. sem destino e sem bagagem. a bagagem deito-a para o mar, pode ser que ele a use mais que eu e o destino arranja-se depois. queria começar tudo do zero, esqueçer que, pessoas me magooaram sem se aperceberem, existem sequer. queria esqueçer os momentos bons que me causaram momentos de verdadeira felicidade no passado e deixa-los para trás. queria deixar tudo o que construí até agora, fora de mim. arracar do meu coração e deixar por aí esses momentos, perdidos e sozinhos. deixar recordações, sensações, amizades. talvez seja um teste, para ver qual e quem são os verdadeiros, os que eu tenho sempre ao meu lado. sinceramente tenho sérias dúvidas se algum permanecia.
porque é que tem de ser tudo tão complicado? tão díficil? não quero mais esta vida, cheia de tristezas e cheias de pontos de interrogação. e mesmo naqueles dias em que tudo parece estar mais leve, não me sinto completa. não me sinto que estou aqui por algum motivo, nem que seja sequer por alguém. não sinto nada disso.
já estou farta mais é de isto tudo e só quero sair daqui! só quero sair disto a que nós chamamos casa, lar. como eu sei que isso já é pedir muito ao menos que saia quem não quer estar. saia e não deixe bilhetes, nem recordações. saia sem danos, porque eu já tenho tantos e não quero mais um.

16.1.10

medos


cada vez estou mais viciada em ti.. no teu geito de andar, de falar, de me olhares. cada vez estou mais pegada a ti e temo que a queda seja demasiado grande para depois me conseguir levantar.

cada vez que me olhas eu sinto um arrepio e uma sensação de protecção que me vem desde a ponta dos pés até ás pontas dos cabelos. cada vez quero te ver mais, quero estar mais junto a ti.

e porquê? não sei. não sei porque é que apareceste agora, tão de repente e sem bater á porta. eu não estava á espera e estou sem saber o que fazer. o que me apetecia era poder dizer-te tudo o que eu sinto, que está entalado na garganta já há demasiado tempo, mas não vou fazer isso. porque tenho medo que se der passos demasiado rápido possa cair. tenho medo que não estejas 'nem aí'. tenho medo de isto tudo ser uma história imaginada na minha cabeça sem cabeça, tronco e membros. tenho medo que o que eu sinto por ti não seja nada mais que uma necessidae de atenção, de carinho e de companhia. os medos têm muita força e não os consigo por para trás das costas.

ás vezes gostava de ser como certas pessoas que não se importam com o que os outros pensam e dizem, mas eu não sou assim. sou dependente das pessoas, da opinião delas e não consigo largar tudo para te dizer o que sinto. não consigo! simplesmente eu ás vezes tento, só que pareces não perceber e adivinha? odeio ser eu a dar o primeiro passo. odeio ter de dar o braço a torçer quando sei que posso dar uma queda de mil metros. tenho medo que não me olhes como eu te olhe. tenho especialmente medo que nunca gostes de mim, como eu gosto de ti.

9.1.10

até já


nunca mais quero olhar para as tuas palavras. NUNCA MAIS! sabias que me magooaste?
sabias que eu estava a acreditar que até podia dar.. sei lá, se quisessemos mesmo.
acredito demais nas pessoas, acreditei demasiado em ti e no que tu me podias dar. e agora? agora estou na lama, agora estou a chorar por uma situação sem retorno. tudo por causa de ti. porque não me disseste a verdade, porque me ignoraste á força toda. o que custa mais é que tive de ser eu a descobrir sozinha.. tive de ser eu a encontrar uma resposta á grande pergunta que já me atormentava á dias atras. tive de ser eu, sozinha, pela minha cabeça.
mas magooaste-me. dói muito. dói saber que fiz figura de parva. dói por saber que me fizeste acreditar que gostavas de mim e que depois me deitaste para o lixo, como quem faz com uma folha de papel que já nao serve para nada. deitaste-me para o lixo e nem sequer me disseste nada! NADA! magooa tanto saber que já tens outra pessoa na tua vida, que já não sirvo para nada (se é que algua vez servi). não tinha de ser assim, pois não? as coisas podiam ter sido bem diferentes.
já nao sei fazer outra coisa se não lamentar-me. pensar no que poderia ter sido, mas não foi. pensar no que estaria a fazer agora se ainda te lembrasses de mim.
caguei. caguei em ti e vou tentar por de lado as coisas que tu me deste para alegrar o meu coração. vou tentar por de parte e esquecer q me fizeste bem.


mas eu sei que nos vamos encontrar num futuro longiquo. onde só vai haver mar, sol e uma praia imensa e deserta para nós. como nos filmes, lembras-te? <3
até já

8.1.10

subtileza


foram uma, duas .. a terceira já nao caio nesse erro. queria tanto saber porquê, juro-te que queria. queria saber porque é que me fizeste isto sem dar nenhuma explicação? foste-te embora assim, basteste com a porta e nem um bilhete deixaste, nam as migalhas de pão que me ajudavam a encontrar o caminho. e agora? como é que eu faço? como é que eu vou conseguir guiar-me á noite, quando já não há estrelas, nem lua, nem nada? explicas-me? ah, claro que não podes.. foste-te embora.
dou voltas á cabeça... estudo minunciosamente tudo o que te disse, tudo o que te possa ter feito para me teres deixado assim? já devia estar habituada.
na primeira vez, entraste com uma subtileza q eu não te conhecia e infiltraste-te e pronto... tão suave como entraste tambem foste embora e não deixaste marcas.
na segunda vez foi banal. com uma conversa banal e pronto.. no dia a seguir eu pensei q não ías dizer nada, mas disseste. e no outro tambem pensei e disseste e pronto... foste ficando.
mas desta vez tu fizeste-me acreditar que as coisas até podiam ser diferentes e por isso é que chorei por ti, como nunca tinha chorado. não sao lágrimas incontroláveis que escorrem pela cara sem ser perciso serrar os olhos. foram lágrimas calmas, suaves, demoraram pouco tempo. foram subtis, como tu. e como qualquer coisa, passaram e não demoraram muito. acho q foi um gostar saudável. não me fez cair pelos cantos, não me fez insónias á noite. mas fez-me sorrir de dia e ter aquele friosinho na barriga cada vez q falava contigo. acho q isto que tivemos caracterizou-se pelas coisas boas. não te fiquei com ódio, nem tão pouco com rancor. guardo-te como uma parte boa que ficou para trás.
não sei o que és, mas apareces sempre quando me falta companhia e conforto. apareces e fazes com que tudo o que eu percisasse até ao momento desaparecesse. mas depois vais-te embora quando ves que as coisas estão mais calmas e claro que dói um bocadinho.. dói sempre quando vemos partir alguem que gostamos. mas ainda dói mais nem sequer ve-la partir, simplesmente vermos que se evaporou dos nossos dias sem darmos conta. mas como qualquer coisa na vida, nós ultrapassamo-la.

4.1.10

grandes momentos


não me posso sentir mais completa contigo ao meu lado. consegues tornar tudo tão bom. para ti tudo é cor-de-rosa e azul e o mundo é feito de chocolate. mostras-me essa tua realidade todos os dias e o que posso fazer é agradeçer-te. agradeçer-te por cada dia me encheres mais de ti, por cada dia me mimares e me fazeres sentir como a mulher mais feliz do mundo. os momentos contigo são passados a correr, mas a intensidade com que me marcam é sempre tão forte. estás sempre tão presente na minha vida, preenches os buracos que outras pessoas causaram, saras as feridas que o tempo não apagou e reforças os remendos que outras pessoas já reforçaram. mas fazes isto tudo com a tua paixão pela vida, fazes isto como se não tivesses outra coisa para fazer e como se fosses o reio do tempo. com calma, serenidade, compaixão, companhia... lembras-te daquele dia em que nos sentámos por baixo de uma árvore e me pediste para descrever a minha família? apesar de saberes como ela é nunca me criticaste. ouviste e ouviste e quando as palavras me faltaram, disseste "não faz mal" e abraçaste-me como se não houvesse mais nada á volta. são esses pequeninos momentos que me ficam agarrados á memória e são esses pequeninos momentos que fazem de nós melhores pessoas. com isto tudo pretendo que percebas que mesmo que não dure para sempre, enquanto durar eu vou-te sempre amar desde a pontinha dos pés á pontinha dos cabelos. a cada dia que passar vou-te tentar mostrar mais de mim porque ainda tenho tanto para te dar, para te confessar. anseio cada momento contigo, cada toque no meu cabelo e cada respiração tua. anseio poder estar contigo para sempre, apesar de saber que para sempre é muito tempo. és das melhores pessoas que conheçi, mas talvez esse efeito seja por estar cega por ti que já não consigo encontrar defeitos (também já desisti). para mim tu chegas e sobras porque apesar de tudo tu ficaste e não saíste como a maioria das pessoas o fez. apesar dos nossos altos e baixos, dos dias de sol e das nossas tempestadas sei que os nossos momentos bons compensam os maus e que, no que depender de mim, vai ser sempre assim.

esperando


começou uma nova época, um novo começo, uma nova oportunidade. (a verdade é que já não quero saber)
até podia estar um dia de sol lá fora, e até podia mesmo ter o mar á minha porta mas não quero nada disso. queria e quero só tu. queria só que entrasses na porta para me abraçares e me agarrares com força. queria exprimentar, pela primeira vez, o que é gostar de ser agarrado, tocado. queria exprimentar o teu toque de mãos, os teus lábios, a tua voz. quero uma coisa nova que me aqueça os dias e o coração. queria uma coisa real.
a verdade é que já nem sei por onde ando, o que faço, que rumo tomo. tu pareces tão perto, mas estás tão longe. pareces aqueles bombons que queremos só que a mãe não deixa, ou porque faz mal ou porque nos cria doenças ou porque está num dia em dizer não. tu és assim, eu quero-te só que és intocável, indecifrável e pareces de vidro. agora tenho a certeza que nunca te vou poder ter nos meus braços. nunca vou poder dizer que os nosso olhos se cruzaram para se dar um nó que já não se pode desatar. queria que me desses uma oportunidade de ao menos eu poder mostrar-te que estou aqui, que continuo aqui para ti e para o que me poças e queiras dar. mas tudo bem, eu vou esperando como quem espera por um dia de amanhã.

2.1.10

já não sei


não deu muito para pensar. andei ocupada a não pensar em coisas tristes, mas agora que fiquei no calor da minha casa, no meu cantinho as memórias tomaram vida própria. os dias passaram rápido. costuma ser sempre assim - o que é bom, acaba depressa.
é um novo começo. por de parte as coisas más e agarrar bem as boas que sempre estiveram comigo. já fazia falta um bocadinho de sossego e de paz. apesar de não estar tudo no melhor, as coisas estão a melhorar e aos poucos e poucos vão chegar a 100%. apesar de ainda algumas atitudes me deixarem a pensar e a por em causa tudo o que abdiquei, empenhei, dei, já não me conseguem pôr no chão. deixei de dar tanto valor a essas coisas e de já as achar banais ao ponto de já não pensar muito nelas. mentalizei-me de que as coisas boas não duram muito, por isso mais vale agarra-las bem, não as deixar fugir. ás vezes não é assim tão dificil.
claro que é mais fácil pousar as armas e deixar-me sentar com o coração já de rastos, isso é. mas há que contrariar o que é mais fácil e dar luta. de uma vez por todas, vou deixar de dar tanta atenção. se é assim que queres e achas que fazes bem, então faz. para quê preocupar-me com pessoas que já não mereçem a minha preocupação?




já não sei por onde andas, o que fazes.
já não sei como estás, se estás bem ou mal.
teve de ser assim?
tiveste de sair de mim assim, tão facilmente?

- a verdade é que nunca entraste completamente.