
somos tão parecidos. a cada diz que passa, olho para ti e vejo mais semelhanças, cada vez mais traços conhecidos, mais parecenças. mas a cada dia que passa cresce mais um amor impossível. somos tão parecidos e por isso não discutimos ideias, nao partilhamos sonhos. quando chego ao fim das nossas longas conversas, percebo que não valeu de nada. as coisas que me disseste não ficaram agarradas á minha memória e os teus traços estão cada vez mais a apagar-se. as tuas ideias perdem-se quando saiem da tua boca e, como eu, não concretizas o que mais queres, deixando-te ficar infeliz. mas gosto de ti á mesma e luto cada vez mais para que os nossos defeitos não choquem e virem as costas uns aos outros, porque quanto mais tempo passo contigo mais vejo os teus (, nossos) defeitos e as virtudes perdem-se pelo cominho da nossa longa caminhada.
um dia heide reparar com olhos de ver o que tens de bom e heide ficar orgulhosa, porque apesar de tudo... de todos os defeitos, discussões, desavessas eu amo-te e até podias ser o pior homem do mundo, mas eu gostaria de ti á mesma. és simples, não arranjas problemas onde eles não existem, fazes-me rir e fazes-me sentir bem. não é como aqueles "amores" que parece que nascem para causar complicações e para as pessoas se sentirem mal. por isto tudo, acho que o nosso amor é impossivel, porque se vai perdendo no tempo e vai desterrando buracos, que há muito tempo estão enterrados.












