25.12.09

semelhanças


somos tão parecidos. a cada diz que passa, olho para ti e vejo mais semelhanças, cada vez mais traços conhecidos, mais parecenças. mas a cada dia que passa cresce mais um amor impossível. somos tão parecidos e por isso não discutimos ideias, nao partilhamos sonhos. quando chego ao fim das nossas longas conversas, percebo que não valeu de nada. as coisas que me disseste não ficaram agarradas á minha memória e os teus traços estão cada vez mais a apagar-se. as tuas ideias perdem-se quando saiem da tua boca e, como eu, não concretizas o que mais queres, deixando-te ficar infeliz. mas gosto de ti á mesma e luto cada vez mais para que os nossos defeitos não choquem e virem as costas uns aos outros, porque quanto mais tempo passo contigo mais vejo os teus (, nossos) defeitos e as virtudes perdem-se pelo cominho da nossa longa caminhada.

um dia heide reparar com olhos de ver o que tens de bom e heide ficar orgulhosa, porque apesar de tudo... de todos os defeitos, discussões, desavessas eu amo-te e até podias ser o pior homem do mundo, mas eu gostaria de ti á mesma. és simples, não arranjas problemas onde eles não existem, fazes-me rir e fazes-me sentir bem. não é como aqueles "amores" que parece que nascem para causar complicações e para as pessoas se sentirem mal. por isto tudo, acho que o nosso amor é impossivel, porque se vai perdendo no tempo e vai desterrando buracos, que há muito tempo estão enterrados.

22.12.09

feliz natal





põe de parte as coisas más e dá volar ás boas. não é para isso que isto serve?



- um Feliz Natal


e um Ano Novo ainda melhor do que 2009 na companhia que quem mais amam*



amo-vos


espero pela tua chegada como quem espera por alguém que nunca irá voltar. as pernas já doiem de tanto esperar e o coração, esse já está fraco mas, mesmo assim não vou desistir de estar á tua espera porque sei que um dia vais voltar. porque se não fosse aquele sentimento de esperança o mundo já tinha parado há muito tempo e não faziamos nem metade das coisas que fazemos. eu quero acreditar que tu vens porque se não acreditar nisso, heide acreditar em quê? não tenho nada a que me agarrar. já quase não tenho pessoas. nem sei por onde andam, por onde param, o que fazem e já há muito tempo que se foram embora sem me deixarem nada, nem um bilhete. mas tambem há outras pessoas que ainda se deixam ficar, mesmo quando há tempestadas, elas agarram-se com mais força e nunca se deixam levar pelo o ódio que as puxa como um aspirador. deixam-se ficar porque tudo isto lhes parece mais forte que qualquer tempestade que possa haver. já se habituram aos cantos da casa, aos abraços, aos risos. já se habituram e deixam-se ficar por aqui porque secalhar já não teem outro sítio para onde ir e se não fossem elas eu já tinha mesmo deixado de acreditar que voltarias. se não fossem elas a aquecerem-me o coração e a criarem-me mais boas memórias e a deitar fora as más, eu já tinha desistido de esperar e de te procurar há muito tempo. porque quando se tem alguém que nos faz ver as coisas por outro lado, bem.. as coisas ficam muito mais leves.


obrigada a todos os que nunca me fizeram desistir de sorrir todos os dias. obrigada a todos os que entraram na minha vida e que, por algum motivo já não fazem parte dela mas nunca se foram completamente. porque a vocês eu devo-vos quem sou. é devido a vocês que eu nunca pouso as armas e espero sempre por dias melhores. é graças a vocês que eu ainda me levanto todos os dias para enfrentar o mundo. é por vocês me terem dado tantas boas memórias que eu vos amo.

21.12.09

o verdadeiro sabor das coisas


os teus olhos transmitem calma, serenidade, compaixão. como consegues fazer isso?
tenho tantas saudades tuas. volta por favor. eu sei que já estás cansado desta guerra que não tem pés nem cabeça. volta e pousa as armas e não deixes que o teu orgulho fale mais alto. eu sei esperar, porque por ti eu até deixo que os minutos fiquem horas. por ti eu sei esperar, uma coisa que demorei anos a aprender. aprendi a respeitar, a agarrar com força quem nos é perciso mas também a deixar as coisas irem por si só. foste tu que me ensinaste isto tudo e não faço a mínima ideia de como o conseguiste. quando entraste estavas cansado de fracassos e de erros passados, querias viver a tua vida á tua maneira, eras dono de ti e tinhas uma capa que não deixavas ninguem furar. porquê? porque é que és sempre tão frio, tão distante? não te consegues agarrar ás pessoas, não sentes falta delas quando não estão e mesmo quando estão, não anseias cada vez mais que elas não desaparecam? não percebo. por mais que me esforçe não consigo entender essa tua maneira de ser. nunca te entregas verdadeiramente ás coisas nem mostras completamente as tuas emoções. parece-me sempre que tens muito mais para dar e que te contens, mas porquê? porque é que tens de ser tão controlado com a tua vida, contigo próprio e com os teus pensamentos? um dia, ainda vais sair de casa e sentir o verdadeiro sabor da chuva. um dia ainda vais mergulhar no mar e sentir a calma que ele traz. ainda vais sentir as coisas que te passam ao lado no dia-a-dia. um dia, por um motivo qualquer vão ter um gosto diferente e tu aí sim, vais-me dizer a que te sabem. contigo aprendi também a ser contida e controlada, mas acho que isso não me ensinaste muito bem. ainda assim, com estes anos todos ao teu lado eu ainda reago por impulsos. tento sempre buscar o que me faz verdadeiramente feliz e não me importo com o que as outras pessoas possam pensar. com isto tudo, quero que saibas que a porta continua aberta e a luz acesa, para quando quiseres voltar não te perderes no caminho mas por favor primeiro, dá a volta á tua cabeça e busca emoções que estão guardadas bem dentro de ti, já com teias de aranha, mas eu sei que existem.


mistério


temos o mundo inteiro por nossa conta e tu queres deita-lo fora. ele fez-te assim tanto mal?
porque odeias a tua vida, as tuas pessoas? elas fizeram-te assim tanto mal que nem consigas falar delas como deve ser?
sempre gostei muito de me armar em psicológa e saber o que se passava dentro da tua cabeça, mas nunca consegui. a tua cabeça é um mistério indecifrável e nunca sei com o que posso esperar. o que me atrai no nosso amor é que sempre foi um mistério e por isso não se torna numa rotina. nunca sei o que me vais fazer no momento a seguir e isso cativa-me.
no outro dia saíste de casa e foste dar um passeio. segui-te. foste a pé até ao jardim e sentaste-te lá a olhar para o infinito. diquei a observar-te durante muito tempo. como era possível fazeres-me tão feliz se nunca fizeste nada demais? nunca me ofereçeste presentes, nem me levaste a jantar fora, muito menos a dançar. mas sentavas-te na nossa cama, chamavas-me e falavamos, brincavamos durante horas a olhar para o tecto. e esses teus braços, grandes e protectores falavam por si quando me abraçavas. mas as coisas mudaram. antes falavas pouco e agora não falas nada. não sei o que te vai no coração e porque andas assim. sempre foste reservado, mas comigo punhas de parte essas coisas todas e deitavas as emoções cá para fora. nessa tarde saiste á pressa, sem levar a chave de casa. eu decidi ir ter contigo. quando me viste a aproximar-me não ficaste muito espantado, muito menos surpreendido. eu tinha de te abraçar, tinha de sentir esses braços que nunca me deixaram cair á volta de mim. tu retribuiste-me o abraço e eu, naquele momento tinha a certeza que tu nunca te irias embora. apesar de tudo o que se possa dizer, as verdadeiras pessoas nunca se vão para sempre e eu sabia que tu nunca irias ser capaz de abdicar de tudo o que tinhamos construido por meros caprichos. porque apesar de todo o amor que nos uniu cada vez mais, primeiro sempre fomos amigos e sempre soubemos falar, partilhar. e tu sabes faze-lo tão bem.. mesmo quando nao estás a prever fazes-me feliz com as nossas conversas. tu sempre tiveste o meu coração nas mãos e nunca brincaste com ele. nunca te apeteceu atira-lo ao ar para ver quem era o primeiro a agarrar. sempre o protegeste com muita força e nunca deixaste que nada de mal lhe acontecesse e por isso é que eu te amo com todas as minhas forças. e mesmo que as forças se acabem eu vou-te sempre amar, nem que seja com os olhos, ouvidos, boca, mãos, tudo! já és uma parte de mim e nunca ninguem, nem mesmo tu me podes tirar isso.

20.12.09

pequenas (grandes) coisas


as palavras já não fazem sentido. as coisas andam todas aos trambulhões.
disto tudo, retiro que não me encaixo em lado nenhum.
as pessoas parecem não perceber o que quero dizer e como me sinto, parecem não ligar. anda tudo muito azedo, sem sal. gostava de ter alguma coisa que me tirasse o sono, que me fizesse sentir cheia, mas neste momento não há nada disso. as memórias ocupam-me os dias e eu já estou farta delas. não quero mais recordações de momentos passados, quero experiencias novas. coisas reais. farto-me de sonhar com possíveis acontecimentos, mas quero sentir isso na pele.
as pessoas só querem saber delas próprias, só estão bem no calor do seu 'eu'. já não gostam de sair de casa, já não apreciam as pequeninas coisas da vida. já não se combina nada para o fim-de-semana, já não há dormidas em casa de ninguem, já não há passeios á noite. onde foram parar as coisas boas? onde foram parar essas pequeninas coisinhas que me fazem tanta falta?
agora resume-se tudo ao essencial - 'quanto menos, melhor'.
antes as coisas não eram assim. antes era tudo muito mais simples. não havia caminhos para escolher, não havia peças para descobrir. a opcção que nos davam, já era tomada como certa e pronto, não pensavamos mais no assunto. agora não.
temos de reformular tudo, as coisas já não se podem dar como garantidas e há que lutar muito mais para ter aquilo que queremos.
e depois há memórias que se perderam no tempo e nos dias e quando damos por elas, já não as podemos recuperar. a vida não tem de ser assim.
já não quero mais labirintos. quero pegadas tuas que me ensinem o caminho a seguir. não quero cair e ter de me levantar, já estou farta. quem é fraco, não é quem cai mas sim quem não se levanta e eu sou fraca. neste momento estou lá no fundo e recuso as mãos que me querem puxar para cima, desato os laços que fui criando ao longo da minha vida e que, tambem me querem puxar e corto as cordas que sempre me quiezram agarrar. a vida é muito complicada neste momento e eu já não vou atrás das coisas, mas espero que as coisas venham ter comigo feitas. já ando por andar, rio-me por rir, sinto por sentir. as coisas já não fazem sentido, faltam-me pequenas grandes coisas.

19.12.09

waiting


estou á espera, amor. estou á espera de te poder ver e de poder olhar para ti. faço conjecturas de como serás a ri-te, a andar, a falar. por uma razão qualquer sinto-me vazia quando não estou a pensar em ti ou a falar contigo. sonho tanto como será o nosso futuro juntos, de como será a nossa vida. os sonhos sempre foram tão inimigos da realidade, não é?
hoje é um bom dia de inverno. está frio lá fora, mas mesmo assim dá gosto sair á rua com o sol a bater-nos na cara. conto os dias que faltam até ao natal. sempre gostei muito do natal. não sei porque mas sempre adorei o natal. apesar de já não se fazer sentir como quando era pequena, ainda dá gosto ver as luzinhas nas casas e observar, pelas janelas, as árvores todas enfeitadas.
sabe tão bem com este frio, ter alguém que nos aqueça as mãos. amor, nunca importou de onde vieste nem para onde ias, mas o que interessa é que entraste e sentas-te á lareira como quem espera que a chuva passe lá fora. sentas-te, aconchegaste-te e gostaste tanto do espaço que ficaste cá. por um lado quero que fiques mais algum tempo, porque o meu coração já se habituou á tua maneira de ser e de sentir. mas por outro, quero que te vás embora porque o sentimento que tenho para contigo não é recíproco e deixas-me cada vez mais em baixo e não é suposto o amor fazer isso. o amor é para nos fazer sentir bem. faz-nos sempre bem, mesmo quando acaba mal. mas eu espero por ti, a tentar ocupar o tempo com outras coisas, espaços, cheiros e pessoas enquanto não decides vir. quando gostamos, há sempre tempo para essa pessoa e eu tenho tempo de sobra para ti. quando quiseres vir, a porta está aberta. mas quando entrares (isto é, se entrares) limpa os pés ao tapete e tira o casaco porque não quero mais estragos.






17.12.09

uma amiga como tu


sei q nao devia estar a pensar nisto, mas já tenho saudades tuas.

estes dias passaram tão devagar, um minuto dura horas e horas. o relógio não anda para a frente e eu queria poder fazer rodar o tempo.

o dia já acabou e o céu grande e azul que antes me cobria a cabeça e os pensamentos, deu lugar a um céu escuro com pontinhos a brilhar aqui e ali. a noite faz-me pensar em tanta coisa, mas é principalemente á noite que sinto saudades das coisas que já passaram. as coisas que ficaram debaixo da terra e que por mais que me esforçe em tira-las, não consigo. será que alguma coisa vai ficar igual, depois disto tudo? eras tão importante para mim, como te conseguiste descolar de mim tão facilmente? pensei-te mais forte e mais lutadora, mas secalhar enganei-me.

as coisas já não fazem lá muito sentido, muito nexo para mim. não encaixa a ideia de já teres ido embora e de teres finalmente fechado a porta. para mim, estás a passar férias prolongadas. decidiste dar tempo á nossa amizade, mas não puseste um ponto final no assunto. é como as coisas que nós deixamos para o final, mas mais tarde ou mais cedo vamos ter de as enfrentar de frente. estou á espera que abdiques do teu tempo e dediques algum tempo ás pessoas que sempre te apoiaram, que sempre estiveram aqui. contigo eu deixava de parte tudo o que eu era, e ouvia-te. conseguia ouvir tudo até ao fim e deixava-te falar até á ultima palavra. por tudo é que sempre me fez e vai fazer falta uma amiga como tu.

11.12.09

mais longe


o dia estava quente, o sol estava-se a por e eu estava em casa, no quente da minha sala. estava a escrever, como sempre faço num sábado á tarde. quando acabei decidi sair. decidi vir para a rua e pensar em ti. andei por um bocado e sentei-me num muro com vista para o mar. estava frio, por isso apertei o fecho do casaco até ao pescoço e enrosquei-me. naquele momento queria-te ter ao meu lado para não ter frio, para ter alguém que partilhasse aquele momento comigo. podias aparecer de repente e fazeres o meu coração bater outra vez, já não bate desde a tua partida. onde estarias naquele momento? o que estarias a fazer? o meu passatempo preferido é imaginar-te a fazeres qualquer coisa. a ler ou a ver televisão, até mesmo a dormir. gostava tanto de um dia, poder ver-te a dormir. sempre foi ao contrário. naquelas noites em que tínhamos discussões ardentes e te querias redimir, vinhas sempre ver-me dormir. sei isto porque também nunca dormia depois das nossas discussões. passado uma hora, lá vinhas tu ter comigo, sentavas-te no chão e ficavas assim durante meia hora, sem te mexeres só a olhar para mim a respirar. olhavas-me como se me fosse partir em mil pedaços. aconchegavas-me o lençol e depois vinhas deitar-te na cama comigo. era tão feliz ao teu lado, preenchias-me os dias com a tua boa diposição e o teu bom humor. nunca conseguimos ficar separados mais do que 3 dias. o orgulho nessas alturas não valia de nada e um ou outro redimia-se, á sua maneira. como te poderei agradeçer o que fizeste por mim? tiraste o meu coração das feridas causadas pelo tempo e pela solidão, ataste um laço para ele não se partir e puseste pensos nas partes estragas. o que não servia deitaste fora. como é que conseguiste? como é que conseguiste apagar em menos de um mes o que eu tentei apagar durante toda a minha vida? o que interessa é que conseguiste e não há palavras no mundo para te poder agradeçer quanto fizeste por mim. porque foste embora? porque decidiste ir sem dizer para onde e deixaste-me só com o teu cheiro na almofada? as recordações estão sempre presentes por onde que que ande, cada canto da casa cheira a ti e parece que qualquer coisa que faça se dirige a ti. não prometeste que era para sempre, porque disseste que nunca conseguirias cumprir essas promeça. sempre foste muito livre e quando te sentes preso foges a sete pés. talvez seja por isso mesmo que saiste da nossa casa. sentis-te preso e não queres comprimissos. compreendo-te. mas vai haver um dia em que não vais ter sitio para onde ir, em que os problemas te vão engolir e quando esse dia chegar, não vai haver ninguem com quem possas contar, porque se não gostas de compromissos não podes esperar nada sério das pessoas. espero que aprendas com os erros que cometes e com a irresponsabilidade que tens. deixas as pessoas sem norte, porque tu eras o meu norte. a minha direcção, o meu sentido de me levantar todos os dias e de poder sorrir. espero que não te esqueças que estou aqui, que seja qual for a ocasião estou aqui para te ouvir, porque nunca disse não ás pessoas e não vai ser agora que vou dizer. espero que voltes para junto de mim, para os meus pés não estarem frios. e agora os dias custam muito mais a passar. no fim de cada dia os olhos pesam e as memórias apoderam-se de mim e aí sim, sinto saudades tuas. muitas saudades tuas.






' sozinhos, vamos mais rápido


juntos, vamos mais longe '

escrevo para ti

posso dizer que não quero saber, que estou-me a lixar para o que possas fazer. mas a verdade é que não estou. podia dizer que não quero saber de ti, de onde vens nem para onde vais. mas a verdade é que iria mentir.

porque é que tem de ser s-e-m-p-r-e assim?
por agora, ponho um ponto final em ti. vou tentar. mas o amor não pode, nem deve ser assim. não era suposto podermos vive-lo como quizessemos. porque é que sempre que as minhas esperanças estão a 100% acontece sempre um desastre e ficam a -1?
hoje só me apetece fechar no meu quarto e dormir. sem música, sem chuva lá fora. só o silêncio do meu respirar.
quando ouvi aquilo, tudo caiu. não é bem só por causa do que soube, mas sim tudo em conjunto. é saber que nunca há oportunidades para mim e que quando começo a gostar (com todas as letrinhas) essas pessoas desiludem-me sempre. vão-se embora, trancam-se noutra casa e deitam a chave para o mar e depois fica lá no fundo, sem ninguém a poder encontrar.
esses olhos, foi sempre o que me fascinou em ti. e a maneira de falar. assim meio rouca e sempre, sempre muito calma. não tinha de ser assim, pois não? porquê hoje? porquê logo hoje que estava tudo a correr bem? esperava que começasses a entender e que, por uma vez, conseguisses olhar para mim de frente.
uma vez disseram-me "não estejas sempre preocupada, o teu destino já está traçado e nunca vais poder fazer nada para o mudar". talvez seja verdade. talvez vá sempre á procura em vez de deixar que as coisas venham ter comigo. sim, talvez seja isso. mas não me contento a sentar-me e a esperar que as coisas acontencam. queria tanto meia dúzia de palavras que me fizessem sentir bem, um abraço apertado ou até mesmo um sorriso. há dias e dias. e hoje é um dia que preciso disso tudo. preciso de muita atenção. mas pergunto-me outra vez, PORQUÊ? será que sou eu? ou será que és tu? ou será que somos os dois? são sempre tantas perguntas e tão poucas respostas. parecias-me tão perto, tão alcançável, tão pertinho e de repente... as coisas deram uma volta de 360 graus. não sei ainda o que vou fazer, mas sinceramente quero esqueçer tudo. quero esquecer que algum dia pensei "e se...". falo como se tivessemos alguma coisa. por acaso até tinhamos, ou melhor, eu tinha uma coisa contigo. eu gostava de te ver, gostava de saber onde estavas. gostava e gosto. gosto de te ver com essa maneira desengonçada de ser e de agir. bem, sem recentimentos, ja sabes.


o que me custa mais é que eu escrevo para ti e sei que nunca vais ouvir, nem perceber, nem mesmo gostar.



7.12.09

bem no fundo


deixa-me ir. estou a afundar-me e depois? nunca precisei do teu conforto nem da tua preocupação para me levantar, porque iria precisar agora? desta vez estou fraca. não me quero levantar, vou ser guiada pela corrente e ela mostrará-me um novo rumo. os musculos estão dormentes e o coração, esse está muito no fundo. só trabalha porque as memórias e as recordações o matêm vivo e a respirar. só queria, que por uma vez que seja, pensasses primeiro em mim e depois em ti. que primeiro me estendesses a mão e me limpasses as lágrimas e só de seguida me contasses o que se passava. porque tem de ser assim? porque é que não pensas como estou, como me sinto ou como me fazes sentir? já não basta uma meia dúzia de palavras saídas da boca, mais por obrigação que por vontade. isso já nao me levanta, porque não percebes isso? a tua mão sempre foi um porto de abrigo onde poderia ir sempre que percisasse e onde encontrava carinho, compreensão e sobretudo amizade. estendias-me sempre a mão e sabias sempre como me por bem. não sei bem como o fazias, mas punhas uns pensos no meu coração e depois as feridas cicatrizavam muito mais rápido. não há nada como um bom amigo que nos consiga fazer sorrir depois de tudo desabar, depois de tudo cair e parecer não ter remédio. mostravas-me que o irremediável tinha solução e parecias sempre ter mais força que eu. onde está essa força? onde está essa força agora que eu perciso dela? agora que eu perciso mais dela do que nunca desapareceu. quero-a comigo para me ajudar a levantar outra vez, porque não quero que as más recordações invadam o meu espírito outra vez e me deixem bem lá no fundinho, onde só se ouve a própria consciência. não queria que as coisas fossem assim, mas os dias passam e as conversas que nos uníam estão cada vez mais apagadas e descoloradas pelo o tempo e pela ausência. hoje queria que me puxasses para cima, como só tu fazias (e fazes), porque não falta muito para tocar com a mão no fundo.

anoiteceu.







anoiteceu. o manto azul claro deu agora a um céu escuro e brilhante, cheio de estrelas. gostava de me deitar na praia para poder apreciar os movimentos da lua e as aragens vindas de outros pontos do mundo. gostava de conhecer outras pessoas, outras maneiras de ser. gostava de sair daqui sem dizer nada a ninguém, sem dar satisfações. sair só com uma mala ás costas e partir para outro mundo. quero um lugar feliz, sem as arrelias do dia-a-dia, sem ter de dizer para onde ir e porque vou. a rotina é tão cansativa. estou farta dos mesmos dias, das mesmas companhias até das mesmas conversas. a verdade é que vos sei de cor. já sei as maneiras de pensar, com o que posso contar e já sei em quem posso confiar. mas quero saber o que é fazer uma nova amizade, já me esqueci disso. mas fico na comodidade da rotina dos dias, dos espaços que já são meus e das companhias que conheço como as palmas das minhas mãos. a lua hoje está grande e muito apelativa. dá gosto sair de casa com este céu a cobrir-nos a cabeça e os pensamentos. mas em vez disso, fico em casa. fico em casa a escrever para me consolar, para conseguir afogar os pensamentos. acredito que se escrever as coisas pesam menos e ficam menos complicadas.



tenho saudades tuas. a verdade é que não sei nada sobre ti, como és e o que fazes mas tenho saudades de olhar para ti. tenho saudades de te apreciar e de pensar 'e se...'. a noite chega e aí adormeço com um sorriso porque me ocupas os pensamentos. se isto não é gostar, então não sei o que será. se calhar não sei nada da vida, nem de o que é o amor, mas para quê? cada coisa a seu tempo.





-t

4.12.09

amores como nos filmes


hoje fazes-me falta. fazes falta, como um chocolate quente numa tarde de inverno. quero o teu aconchego, o teu braço sobre o meu, a tua mão apertada encostada á minha. quero palavras sussurradas ao ouvido, os beijinhos na testa e muito amor!

hoje apercebi-me que até não és totalmente desinteressante. apetece-me mergulhar para dentro dos teus olhos azuis, desses olhos pequeninos e enormes olhos azuis. deixa-me cuidar de ti, vem para junto de mim e deixa que o resto fale por si. vamos parar o tempo e dançar lá fora. deixa os sapatos á porta da entrada e anda daí. da-me a mão e vamos contemplar o tempo e o céu. vamos ver os pássaros a voar.

sim, posso ser muito estupida por sonhar acordada. acredito que ás vezes nem faça sentido, que por muitas vezes nem se perceba metade das minhas palavras, mas acredito que se pode ser feliz a sonhar. deixa-me ir dormir, para aqueles momentos que parecem tão reais aparecerem á minha frente e poder dormir descansada e em paz.

queria tanto um amor como o dos filmes, em que tudo é perfeito e mágico. em que tudo tem o seu quê de real. gostava de ter um amor que me fizesse bem, que me fizesse feliz e amada.

porque é que não se pode ter isso tudo? é tão facil ter uma camisola, um colar, umas calças e porque é que não se pode ter os sentimentos de amor, carinho, compreensão e muitas palavras embrulhadas numa prenda? acredito que se se pudesse dar isso tudo numa prenda, o mundo estaria muito melhor. mas esses sentimentos exigem muito forço, empenho, dedicação no dia-a-dia. exigem a nossa coragem para que o orgulho não fale mais alto em tempos de maré de azares. por uma vez na vida, gostava de não olhar para uma pessoa e ter a certeza de nunca poder te-la. gostava que me dessem uma oportunidade. mas enquanto isso não vier, eu vou andando. um dia ainda heide subir ás montanhas mais altas do mundo, mergulhar nos oceanos mais quentes e vou poder dizer que estou viva!




, melo gosto de ti